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FALTA DE RESPONSABILIDADE

terça-feira, 24 de Janeiro de 2017 | 14:47

Uma das coisas que nos deixam profundamente chateados é a irresponsabilidade alheia. Pequenos detalhes ou situações mais graves, nos "tiram do eixo". O acordado, rapidamente, deixa de ser cumprido. Irritabilidade ou raiva. O mundo atual, sem sombra de dúvida, está necessitado de pessoas que sejam "verdadeiramente" responsáveis.

Responsabilidade é algo que se estrutura precocemente. É muito comum, na experiência clínica, pais se queixarem a respeito dos filhos. Compromissos, iniciativas, acordos, horários, entre outros, simplesmente são "esquecidos" ou não correspondem ao desejado. Porém, nesse sentido, o modelo que passam é idêntico. Procrastinações, contas atrasadas, palavras não cumpridas, são alguns pontos de uma totalidade que, em doses homeopáticas, são absorvidos consciente ou inconscientemente. "Façam o que eu digo, não façam o que eu faço", em tese, funciona. Na prática, nem um pouco. Reedições do aprendido é o caminho natural e esperado.

Geralmente, quem deixa de honrar o que foi combinado, paga um preço. E, diga-se de passagem, uma quantia muito alta. Durante certo período, a falta de compreensão ou o perdão alheio podem até ocorrer. Não obstante, cedo ou tarde, o rótulo inegável é diagnosticado e espalhado no âmbito social: "irresponsável”. Com ele, temos associado uma série de prejuízos. A falta de confiança dos demais naquilo que a pessoa se propõe é extremamente corrosiva. Destarte, o que poderia ser imensamente produtivo, é alvo de dúvidas ferrenhas. Queixas de que o mundo não propicia chances, é injusto, de que nada dá certo, têm como pano de fundo, a irresponsabilidade apresentada. Às vezes, embora percebida, muitos não fazem nenhum tipo de comentário ou assinalamento, preferem a rejeição sedimentada no silêncio.

Irresponsabilidade, contrariamente ao que inúmeros imaginam, é passível de solução. Em certos casos, há uma melhora espontânea no momento em que amadurecemos. Entretanto, não é uma regra. Sendo assim, dependendo, é imperativo um autoconhecimento que busque os aspectos desencadeantes da dificuldade ou problema apresentado. Funcionamentos inconsequentes ou levianos, ao longo da vida, são limitadores extremamente significativos. O indivíduo até pode ser inserido no mercado de trabalho, todavia, suas chances de um crescimento maior são minimizadas drasticamente. A credibilidade necessária para tal, diante da dinâmica supracitada, torna-se nula. A grande verdade é que, elementos em que podemos acreditar, “dignos de fé", são vistos com outro s olhos. Desse modo, possuem valor diferenciado na sociedade. De nada adianta, em vários segmentos, um profundo conhecimento, caso esse não esteja associado a responsabilidade. Todo um potencial, inquestionavelmente, é afetado ou diluído. Retidão e seriedade contêm, de maneira intrínseca, um peso muito maior do que possamos imaginar. Direcionam caminhos e geram consequências.


Escrito por Ricardo Carvalho

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A UNANIMIDADE DO GOLEADOR DOS PAMPAS

sábado, 23 de Abril de 2016 | 11:59

 

O grande Nelson Rodrigues, certa feita imortalizou a assertiva de que: “toda a unanimidade é burra”.

Ao longo do tempo tenho me ocupado da definição, às vezes achando-a pertinente, em função da inapetência das pessoas em discordar, questionar. Noutras vezes, como nesta crônica, reconheço que determinadas situações e personagens, ganham essa qualificação, pela obviedade e conjunto da obra.

Antônio Azambuja Júnior, o Nico, inspirador e destinatário deste texto é uma Unanimidade, entre os que acompanharam sua brilhante trajetória pelos gramados do Sul do País, outros, como é o meu caso, pelo protagonismo dentro e fora do futebol.

Figura carismática, jamais nega um contato, um abraço, um conselho ou uma orientação, sobre esta atividade que venerou e honrou como poucos.

Limitado praticamente à Cidade do Rio Grande, sua terra natal, eternizada como “Capital do Futebol”, pelo saudoso Jornalista e Radialista, Paulo Gilberto Corrêa, Nico atuou nos três clubes profissionais da Cidade: Esporte Clube Rio Grande, Esporte Clube São Paulo e o seu, Futebol Clube Riograndense, o “Guri Teimoso”, atualmente afastado das competições.

Sempre vinculado ao futebol, Nico fundou e coordena os “Milionários”, formação que há 50 anos congrega ex-atletas profissionais, que se apresentam nos gramados da região, divulgando o esporte bretão. Este grupo sobrevive graças à liderança e persistência do “Velho Artilheiro”.

Comentarista esportivo, campeão de audiência, Nico circula pelas Cidades da Zona Sul, desfrutando do grande prestigio e respeito, conquistado e mantido por sua irretocável carreira profissional.

Muitos tiveram carreiras de maior repercussão em grandes clubes nacionais e até na Seleção Brasileira, mas ninguém alcançou esse patamar e essa perenidade, obtida pelo nosso homenageado. Nico é unanimidade, inteligente, consagrada, imortal. Desculpe, Nelson Rodrigues!...

 


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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