Logo Alfaro
Fale com o Alfaro
Promovendo cidadania com informação
banner Alfarobanner Alfarobanner Alfaro

Colunas

Colunista
Voltar

Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


Leia outras colunas



CONTROLADORES CHATOS

terça-feira, 07 de Março de 2017 | 14:47

 

Compartilhar do mesmo espaço com quem busca ou exerce o controle não é um exercício fácil. Os mínimos detalhes são questionados constantemente. Qualquer regra que seja estabelecida, dentro de uma normalidade, é sinônimo de confrontações e atritos. Essas, não são bem aceitas ou digeridas. O indivíduo parece estar sempre "armado" para um embate. As manifestações contrárias, no fundo, não encontram nenhuma justificativa plausível. Oposições e críticas exacerbadas são marcas registradas no convívio social.

Associado aos pontos supracitados, comumente, temos características obsessivas. Certa vez, um paciente confessou o seu extremo desconforto, pelo fato do fio do interfone ficar retorcido durante as sessões. Diante da reclamação e visando acalmá-lo, disse que, caso desejasse, poderia arrumá-lo quando chegasse. O exemplo, aparentemente sem nexo, no fundo, é mais uma faceta do modo como lida com as situações e as pessoas que estão ao seu redor. As "imperfeições" são intoleráveis. Como ponto central, paradoxalmente, tem consciência das dificuldades pelas quais passa, porém, não consegue modificar o seu comportamento. Anseios por um "cem por cento", em todos os sentidos, são constantes. O dedo acusatório não para. Todo mundo está errado por vários motivos e somente o seu raciocínio lógico é o correto. A lei que se estabelece é do tipo "tudo ou nada". Por outro lado, a inteligência que possui busca, de modo incansável, que todas as coisas da realidade, estejam de acordo com aquilo que espera. O que não se enquadra, não serve. Essa dinâmica tem como finalidade manter o equilíbrio e a segurança. Destarte, a forma como conduz os diálogos, em vários momentos é irritante. Qualquer "vírgula" contrária é rechaçada veementemente. A razão, sem dúvida, sempre está ao seu lado. A incapacidade de ouvir é mínima. Falar, convencer, persuadir, é o objetivo maior. Prolixidade. Não obstante, "chateia".

Rejeições ou impressões de não ser o preferido, carências das mais variadas ordens, sentimentos de inferioridade, são alguns aspectos que desencadeiam o quadro. Inúmeros mecanismos de defesa são formados no sentido de, "magicamente", eliminar todas as fontes desencadeadoras de ansiedades ou angustias. A aparente segurança ou confiança transmitida, acoberta uma fragilidade extremamente significativa. Em outras palavras, temos um invólucro protetor que dificulta aproximações mais verdadeiras e espontâneas. Sendo assim, os vínculos com portadores desse perfil, apresentam arestas extremamente desgastantes.

Em suma, diante do conjunto apresentado, a infelicidade é uma consequência óbvia. Dificilmente nas relações interpessoais, há um alcance mínimo necessário para um entendimento mais adequado do todo indissociável e a ruptura das barreiras.  Esquivas, distanciamentos, são respostas naturais daqueles que estão ao redor. Dessa forma, em decorrência das frustrações e sofrimentos, automaticamente, novos ciclos protetores são restabelecidos.


Escrito por Ricardo Carvalho

Comentários (0) | Indicar um amigo


FESTAS, PERIGOS E LIBERDADE

quinta-feira, 02 de Março de 2017 | 11:35

Nessa época do ano, temos, como quase tudo na vida, pontos antagônicos. Alegria e brincadeiras que contrastam com o lado mais obscuro do ser humano. Esse, sem sombra de dúvida, aflorado, exacerbado pelo álcool e outras drogas. A forma como algumas pessoas se portam é simplesmente algo deplorável. A realidade é que, essas facetas negativas do carnaval são acobertadas ou amenizadas ao máximo possível. No fundo, exposições maiores, não são nada interessantes para a máquina movida por interesses financeiros. Brigas, assaltos, tiros, mortes, acidentes, beiram "quase" a normalidade. Infelizmente, aquele tempo de diversões mais sadias, seguras, não existe mais. Os riscos são frequentes e intensos.

Diante do quadro supracitado, pais responsáveis, padecem barbaramente. Enquanto os filhos se divertem, o nível de ansiedade dos progenitores atinge a estratosfera. Talvez, tudo aquilo que represente ameaça, tenha como expoente maior a dita festividade. O grande paradoxo a ser enfrentado é que, justamente os locais contraindicados, despertam interesses relevantes. Afinal, tudo aquilo que é proibido, perigoso, é altamente sedutor. Por outro lado, também não podemos esquecer que, as vezes, a possibilidade de escolha é inexistente. Um único lugar é o depositário de todas as preocupações. Sendo assim, as pressões costumeiras no que tange a liberdade são notórias. Bons pais conhecem muito bem os filhos que possuem. Cada situação de vida, c om as suas respectivas respostas, é avaliada criteriosamente e colocada no arquivo. Naturalmente, ao longo do tempo, um perfil é traçado no sentido de avalizar ou não, passos mais complexos. Saber o limite exato entre o permitir e o proibir, mesmo com o referido conhecimento, é dificílimo. Destarte, qualquer negativa, é um passaporte direto para que o estresse esteja assegurado no âmbito familiar. Dizer um "sonoro não" quanto as saídas e aguentar as respectivas consequências é uma tarefa árdua. Ademais, também não é incomum um dos pais ter um posicionamento diferente do outro. Inferno instaurado. Corrosões desnecessárias e improdutivas.

Consciência, diálogos, atitudes e limites são aspectos chaves. Esse todo indissociável, deve ser construído paulatinamente. Concessões mais ousadas devem estar sedimentadas em confianças recíprocas. Evidentemente, mesmo assim, não temos um "seguro perfeito" de que tudo transcorra dentro da tranquilidade esperada. O mundo, a vida, reservam surpresas indesejáveis. Quando sentimos que há uma precariedade ou falta de firmeza no modo como os revezes são enfrentados, o óbvio, é que voos mais altos ainda não devem ocorrer. Não obstante, novas conversas ou confrontações se tornam imperativas.

A liberdade tão solicitada pelos filhos deve ser sinônimo de conquista. Conquista que é um caminho percorrido por ambas as partes. Festas, de forma alguma, internamente, devem estar associadas a desprazer e problemas. Somam, não dividem.


Escrito por Ricardo Carvalho

Comentários (0) | Indicar um amigo


  1-2-3-4-5-6-7  

^ topo

QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

ENTREVISTAS

O QUE EU LEIO

ÚLTIMAS 10 POSTAGENS


Ouça a Rádio Cultura Riograndina

ARQUIVOS

Alfaro Negócios Imobiliários
WD House

Blog do @lfaro - Todos os direitos reservados