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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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FALTA DE RESPONSABILIDADE

terça-feira, 24 de Janeiro de 2017 | 14:47

Uma das coisas que nos deixam profundamente chateados é a irresponsabilidade alheia. Pequenos detalhes ou situações mais graves, nos "tiram do eixo". O acordado, rapidamente, deixa de ser cumprido. Irritabilidade ou raiva. O mundo atual, sem sombra de dúvida, está necessitado de pessoas que sejam "verdadeiramente" responsáveis.

Responsabilidade é algo que se estrutura precocemente. É muito comum, na experiência clínica, pais se queixarem a respeito dos filhos. Compromissos, iniciativas, acordos, horários, entre outros, simplesmente são "esquecidos" ou não correspondem ao desejado. Porém, nesse sentido, o modelo que passam é idêntico. Procrastinações, contas atrasadas, palavras não cumpridas, são alguns pontos de uma totalidade que, em doses homeopáticas, são absorvidos consciente ou inconscientemente. "Façam o que eu digo, não façam o que eu faço", em tese, funciona. Na prática, nem um pouco. Reedições do aprendido é o caminho natural e esperado.

Geralmente, quem deixa de honrar o que foi combinado, paga um preço. E, diga-se de passagem, uma quantia muito alta. Durante certo período, a falta de compreensão ou o perdão alheio podem até ocorrer. Não obstante, cedo ou tarde, o rótulo inegável é diagnosticado e espalhado no âmbito social: "irresponsável”. Com ele, temos associado uma série de prejuízos. A falta de confiança dos demais naquilo que a pessoa se propõe é extremamente corrosiva. Destarte, o que poderia ser imensamente produtivo, é alvo de dúvidas ferrenhas. Queixas de que o mundo não propicia chances, é injusto, de que nada dá certo, têm como pano de fundo, a irresponsabilidade apresentada. Às vezes, embora percebida, muitos não fazem nenhum tipo de comentário ou assinalamento, preferem a rejeição sedimentada no silêncio.

Irresponsabilidade, contrariamente ao que inúmeros imaginam, é passível de solução. Em certos casos, há uma melhora espontânea no momento em que amadurecemos. Entretanto, não é uma regra. Sendo assim, dependendo, é imperativo um autoconhecimento que busque os aspectos desencadeantes da dificuldade ou problema apresentado. Funcionamentos inconsequentes ou levianos, ao longo da vida, são limitadores extremamente significativos. O indivíduo até pode ser inserido no mercado de trabalho, todavia, suas chances de um crescimento maior são minimizadas drasticamente. A credibilidade necessária para tal, diante da dinâmica supracitada, torna-se nula. A grande verdade é que, elementos em que podemos acreditar, “dignos de fé", são vistos com outro s olhos. Desse modo, possuem valor diferenciado na sociedade. De nada adianta, em vários segmentos, um profundo conhecimento, caso esse não esteja associado a responsabilidade. Todo um potencial, inquestionavelmente, é afetado ou diluído. Retidão e seriedade contêm, de maneira intrínseca, um peso muito maior do que possamos imaginar. Direcionam caminhos e geram consequências.


Escrito por Ricardo Carvalho

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CHUVA DE LÁGRIMAS

segunda-feira, 12 de Dezembro de 2016 | 14:43

Era para ser um dia como outro qualquer. Era. Pela manhã, cedo, computador ligado e a notícia estampada no primeiro site aberto. Choque. A foto de um avião destroçado, certamente, abalou a mais estruturada personalidade do mundo. De um instante para outro, a realidade crua e nua. Finitude escancarada e inegável. Na clínica, as sessões psicoterápicas que deveriam ocorrer dentro de uma "normalidade", foram significativamente redirecionadas. Os problemas pessoais dos seres humanos, nessa hora, pareciam pequenos ou irrelevantes diante da perplexidade sentida. Os pacientes não falavam muito de si. O foco, inexoravelmente, era muito maior.

O momento que era de esperança e de alegria foi ceifado abruptamente. Todos os aspectos idealizados foram confrontados com algo que sabemos que pode acontecer, porém, não da maneira como aconteceu. A curiosidade humana no sentido de estabelecer ou definir as causas da tragédia, imediatamente despontou. Sem dúvida, queríamos explicações "imediatas e convincentes". Não demorou muito para que tivéssemos uma panorâmica fiel dos fatos em questão. Mais uma vez, tivemos um outro choque. A ganância, tão costumeira e corrosiva, determinou mortes e tristezas eternas. Sonhos e famílias destruídas. Na essência, uma não "parada de voo", a economia costumeira de combustível, taxas, foi trocada por vidas. A sensação, ideia de um cálculo perfeito, onipotente, no fundo, foi absurdamente imperfeito. Sendo assim, lembrei de uma pessoa próxima que, quando algo do tipo ocorria, definia como "jumentalidade humana". 

O brilho em relação à vida, gradativamente, deve ser retomado. Os pouquíssimos sobreviventes, as aulas de empatia, apoio e carinho que estamos tendo pelo mundo afora, são antídotos, no sentido de nos ajudarem a lutar contra as supracitadas facetas detestáveis de inúmeras pessoas. Apesar de ser algo extremamente difícil de se lidar, sentimentos mais fortes, como profunda  indignação, raiva, entre outros,  são contraindicados e perniciosos. Infortúnios, ainda mais com essa magnitude, devem nos levar a profundas reflexões em vários campos da existência. Esperamos que liçõ ;es no que tange ao todo, sejam aprendidas em decorrência daqueles que partiram. Precisamos, urgentemente, reforçar no mundo o lado bom contra o mau. 

Durante o velório coletivo chovia torrencialmente. Chuva de lágrimas em relação a cada caixão que era a antítese, em todos os sentidos, de tudo aquilo que esperávamos. As perdas abruptas, possuem a capacidade de exacerbar sentimentos e elevá-los a potência do infinito. Portanto, a dor é indescritível e imensurável. Da nossa parte, agradecemos aos que partiram, a união gerada, os ensinamentos relacionados ao verbo amar, no meio de tanto padecimento. Destarte, seria muito interessante que os povos tivessem, permanentemente, cuidados, inquietudes e preocupações constantes uns com os outros. Nossos eternos campeões, obrigado também, pelos momentos felizes propiciados. Continuem jogando e descansem em paz.     


Escrito por Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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