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Gostaires Gonzalez o 'escrevinhador’. Natural de Santa Vitória do Palmar, reside em Rio Grande desde 1980. Autor de dois livros realçando as memórias dos GONZALEZ. Próprio de quem não quer deixar no esquecimento uma série de relatos que esclarecem uma nesga do tempo num lugar incomum.


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Desavença

segunda-feira, 11 de Março de 2013 | 12:25

Ana a vó: que criava o neto André.

André, um menino esperto com uma leve deficiência auditiva, muito amigo da vó por ter um afeto maternal.

Mario o pai do menino, o único homem da casa, o responsável para os serviços pesado da moradia rural sem luz elétrica, filho da Ana.

Maria, nora de Ana não desfrutava dum pensamento lógico, polêmica e má humorada.

 

Ana adorava o neto e definia Maria como louca. Mario sempre calado, atento a tudo, não tomava partido em nada.

André, a alegria aos olhos de todos, na ausência de televisão.

Maria, cozinhava, lavava, varria, ora Cozia e bordava...

 

A noite todos reunidos na cozinha em torno do fogão a gás com um problema numa das bocas. Ana pediu a o neto iluminar o ambiente para limpar o dispersor do gás. André não definia as ordens e pediu para a vó falar alto.

 

Ana reclamou que André não segurava o lampião na posição correta e iluminava mal.

Ana chamou o neto de surdo.

André chamou a vó de cega.

Maria, que assistia tudo chamou Ana de velha.

Ana, a nora, de louca.

André chamou sua mãe de metida.

Maria: André de mimoso.

Mario, o filho: de filho da vó.

A vó, ao Mario: de “filho da Mãe”.

André ao se referir ao pai, disse:

- Pai! Paizinho me ajuda aqui com o lampião.


Escrito por Gostaires Gonzales

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Te quero bem

segunda-feira, 04 de Março de 2013 | 16:00

(Como base o livro “Cidade do Rio Grande” de Solismar fraga Martins).

Em 1721, Manoel Gonçalves de Aguiar, numa expedição procurava pedras preciosas, gado e um rumor de haver ouro na Capitania de São Pedro.

Rio Grande de São Pedro, o primeiro local demarcado por Portugal ao sul do Brasil Colônia. Em 1727 começa como asentamento de ponto extratégico, cria-se gado e os primeiros ocupantes possivelmente açorianos padecem ao relento.

Gomes Freire expedicionário, a pessoa de maior destaque no principio da nossa cidade, quem orientava, distribuía tarefas e incentivava para a criação de gado, mulas e cavalos...

Trouxe em sua comitiva um historiografo, onde deu início a história do Presídio (vila) do Rio Grande de São Pedro, em 1737. Orientou Silva Paes no sentido de ter boa relação com os índios Minuanos, porque dispunham de cavalos domados.

André Ribeiro Coutinho foi a primeira autoridade (mestre de campo), a ter contatos com os Minuanos em 1738. Coutinho governou o “ Presídio”, de dezembro de 1737 a 1740. Adiministrou as Estâncias reais do norte (Bojuru) e “Tororitama” (ilha Torotama), proibiu a captura de gado selvagem para que se procriassem naturalmente.

Para vender o gado das estancias, abriu o “Caminho dos Conventos” com atalho das Tijucas.

Demarcado sob bandeira do forte Jesus-Maria-José, foi determinado um traçado de ruas não retilíneo por causa dos fortes ventos e temporais de área.

A expansão foi lenta e em 1755, surgiu à igreja Matriz de São Pedro e localização do ancoradouro (porto velho).

As dunas avançavam sobre a civilização e em 1763, aconteceu à invasão dos espanhóis (Dom Pedro de Ceballos), isso arruinou a economia.

Décadas antes (1686 a 1707), no norte do Estado ocorreram as incursões sobre os índios Guaranis catequizados. Os Jesuítas abandonaram o gado que se multiplicou formando rebanhos selvagens chegaram aos campos mais ao sul do estado por terem ótima pastagem.

Em 1776, após os espanhóis recuarem, em Rio Grande notavelmente começa as estâncias de gado e hortas de subsistência. Com o auxilio de escravos desenvolvia-se o charque e beneficiamento do couro para uso local, o sebo mais na seqüência.

Rio Grande praticamente não participou na revolução Farroupilha. Continuou nas mãos do Império, “a meu ver e ancorado nas palavras do escritor Roberto Rossi Jung: a principal causa da falta de êxito dos Generais separatistas, que com o pretexto do desinteresse do Reino pelo sul, por conta própria e instigando os estancieiros, queriam atingir ao mundo pelo porto de Laguna, Montevidéu e pelo canal da Vila de São José do Norte. Por ultimo cogitavam em vender a república aos 'Orientales' em troca de prestígio e poder.

Gomes Freire expedicionário, conforme Francisco Ribeiro (informe).


Escrito por Gostaires Gonzales

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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