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As tramóias do poder com a permissibilidade da legislação brasileira

quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014 | 09:20

Por mais que queiramos nos iludir com a política, sempre um balde de água fria acaba com nossas esperanças. Há quem diga que devemos escolher com cautela os nossos representantes. Mas, será mesmo que somos nós que os escolhemos? Ou, são os partidos políticos, aquelas formações jurídicas permitidas por lei, que representam tantos interesses escusos, que os escolhem? No molde da democracia e do regime político que estamos inseridos, nós somos os últimos a escolher alguma coisa. Os partidos políticos são construídos para representar algum interesse e, com certeza, não são interesses que, de alguma forma, estejamos incluídos. Depois de criados, os partidos escolherão pessoas dispostas a representá-los nas mais diversas posições políticas de nosso sistema governamental.

E quando estes partidos querem votos para alcançar o poder fazem de tudo para chamar a nossa atenção. Lembramo-nos que tempos atrás nos incitaram contra a ordem do País, a qual eles diziam chamar-se ditadura militar. Nesses tempos, da famosa expressão “ditadura militar”, um desses partidos recrutava civis para manifestações públicas e armados de toda a espécie de material de guerrilha, enfrentavam as forças armadas de nosso estado maior.

Depois da instabilidade que cercava a segurança da nação, esses mesmos políticos, com o pretexto de querer salvar seus concidadãos da mão desta tirania militar, assaltavam bancos para patrocinarem seus movimentos revolucionários, seqüestravam autoridades para negociar a liberdade de seus “camaradas” e assim se passavam por salvadores da pátria, com isso passaram a nos prometer um Brasil democrático e de direitos constitucionais,

Em meio a esses eventos de mudanças o nosso País rendeu-se a democracia. Mas, alguém é de fato livre no Brasil? Por que, nos presídios somente há negros e pobres? Será que há igualdade? Será que não desarmaram o exército para não sofrerem retaliações severas por este mando e desmando criminoso, qual lhes permite administrar a nossa nação?

Afinal, quem somos? Qual a nossa cultura? Por que nos confundem tanto? Qual o ensino que é aplicado no Brasil? Sim! O Nosso povo é desordeiro, é confuso e precisa de políticos para representá-los. Este é o pensamento de quem nos lidera e quer continuar no poder. Enquanto nós ficarmos passivamente nos deixando enganar, eles, os políticos estarão sempre extorquindo mais impostos e nos alienando cada vez mais. De fato não somos um povo livre!

E como nos manipulam através dos partidos? Quando os nomes estiverem aprovados, nas convenções partidárias, é que chega até nosso conhecimento por meio da mídia, quem serão os candidatos à disputa eleitoral. Bem! Isto quer dizer que não escolhemos ninguém e sim que o sistema político é autônomo e nós apenas somos o mecanismo para celebrar esta tão odiosa forma de manipulação de alcançar o poder, fazendo parecer que o voto foi do povo e as eleições são eventos que são promovidos pelo povo para atender os interesses do povo.

Desta forma, chegam ao poder; palhaços, prostitutas, artistas, ex- jogadores de futebol, apresentadores de noticiários de TV e tantas outras figuras medonhas e desprezíveis que compõem a nossa sociedade política de exclusões e de oportunidades. Para depois de outorgados passarem a ser personalidades ilustres, mesmo que sabidamente não sejam aptos para exercer as funções, as quais foram empossados.

Mas, neste tom, eu pretendo apenas provocar o leitor a pensar sobre o nosso modelo político e social, os quais estão deixando fugir ao nosso controle. E, permitir que venhamos a nos mobilizar para atrapalhar os planos destes políticos e ainda sugerir para corrermos atrás de idéias para que juntos possamos a debruçar-nos em projetos para mudarmos esta triste realidade de ficarmos reféns de decisões de pessoas inescrupulosas que pretendem se apossar da nossa vontade.

Pois, exatamente neste ponto devemos abarcar as nossas forças e nos perguntar; como um grupo de pessoas, com interesse particular, consegue sorrateiramente registrar um partido e a poucos meses das eleições, indicarem a nós eleitores esta, ou aquela pessoa para representá-los e, nos fazer acreditar que estão fazendo isso por nós? Uma simples olhada em volta vemos as nossas crianças que, usuárias de drogas pesadas, são exploradas sexualmente, são afastadas das escolas e são entregues à sorte e, com dezesseis anos de idade, estes órfãos da pátria mãe, que foram jogados à extrema miséria e, já sem esperanças, lhes obrigam a escolherem seus líderes.

Como que um povo, sem entender o porquê de passar por tanta miséria e abandono terá condições de escolher um representante juridicamente legal para mudar o destino de sua vida? Claro, é impossível! Até mesmo por este sujeito não ter nenhuma capacidade de entender este processo eleitoral. Mas, entrega a outorga, a estes senhores desprezíveis. Este é o nosso país, o país da política, do carnaval, da prostituição, do narcotráfico e também do futebol. Este é o Brasil! Que em sua bandeira diz “Ordem e progresso”.

 

*Professor e Corretor de Imóveis


Escrito por Nery Porto Fabres

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Rio Grande, um laboratório de experiências políticas

terça-feira, 04 de Fevereiro de 2014 | 16:25

Quando a administração pública fica apenas dentro de gabinetes e não rompe os limites entre o mundo da imaginação e a realidade vivida pelos cidadãos, o descaso pelas necessidades primárias de uma vida sob a ótica da coletividade passa a ter menos importância que o grupo de políticos que faz de tudo para permanecer no poder. Assim está a nossa Rio Grande, um grupo de políticos profissionais instalou-se nas secretarias do município e, mesmo sem nenhuma competência para as funções, as quais foram empossados, não abrem mão do status dos cargos em comissão.

O que fazer nestes casos? Deveria o chefe do paço, com pulso firme, afastar das secretarias e da gestão de qualquer área pública, aqueles que pagos com a verba pública, foram inaptos para alcançar resultados. Mas, na prática, não é isso que acontece. Os interesses políticos, das alianças para as campanhas eleitorais do governo do estado, câmera estadual e federal, bem como o cargo maior da política brasileira, o de presidente, está em jogo. E, aí é que mora o perigo.

A nossa cidade está sendo um laboratório de experiências políticas, e enquanto isso nossos filhos ficam sem escolas municipais, sem hospitais, sem moradias e tantas outras necessidades primárias. Nosso tão sonhado plano para um Rio Grande melhor, não foi realizado. E neste laboratório somos nós as cobaias, que sofremos no trânsito, nas filas para as matrículas de nossos filhos. Nas paradas de ônibus, por vários minutos sem êxito de embarque. Expostos a violência urbana, caminhando entre o lixo pelas ruas alagadas de nosso Balneário Cassino, como em qualquer outra vila de Rio Grande. E nossos políticos? Ah! Esses estão recebendo cargos de comissão por fidelidade partidária e não por competência administrativa. E isso é dito por nosso chefe do burgo.

Um desses políticos honoráveis, que recebeu uma secretaria ofendeu-se por uma manifestação de desagrado, quando questionei sobre o que teria a ver um oceanógrafo com a Secretaria de Coordenação e Planejamento. Agora eu entendo a sua atitude. Pois, nesta atual administração pública não há nada a ver a competência profissional com a gestão das secretarias. Então, eu peço desculpas publicamente por ir além deste pensamento medíocre e declarar que não simpatizo com a idéia de ver pessoas à frente de Secretarias públicas sem a devida preparação profissional para exercer a função.

Mas, defendo ainda a idéia de que cada profissional deveria desempenhar a função dentro de suas competências e habilidades adquiridas em sua longa jornada de estudos e, por isso, somente por este motivo eu questiono; para quê estudar tanto na área de peixes para administrar as obras e o planejamento de nosso município? Continuo com o pensamento de que um engenheiro civil teria melhor aproveitamento. E, penso que tampouco um vereador, sem competências administrativas, deveria estar à frente da Secretaria Especial do Cassino. No entanto, admito que houve um grande feito, remanejaram uma profissional competente para a Procuradoria geral do município, Entre tantos erros, enfim um acerto.

Porém, a maior preocupação neste momento é que a política está preocupada com a fidelidade dos partidos para a eleição deste ano e, quanto à administração pública? Bom! Sabe-se lá que rumo terá!

Enquanto brincam de distribuir cargos em comissão e beneficiam seus aliados políticos, nós ficamos sem resultados positivos na gestão pública e, se continuar assim, este ano tomará o rumo de 2013, não haverá nada de concreto. Apenas haverá as velhas promessas de palanque. E, de balelas e delongas vai se construindo uma nova história para Rio Grande. Assim, ao invés do progresso apontamos em direção ao retrocesso.


Escrito por Nery Porto Fabres

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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