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JOÃO ALBERTO TALAYER é sociólogo e psicoanalista. Gaúcho, de Santa Vitória do Palmar, vive e trabalha em Málaga – Andalucia – Espanha.
Site: www.escolaterapias.com

 


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Bem vindos a Eurábia!

quarta-feira, 27 de Julho de 2011 | 15:16

Ontem fui assistir ao filme “Templários”, que narra a batalha do Rei Juan I da Inglaterra durante dois meses contra o Castelo de Rochester, desrespeitando a Carta Magna com aprovação do Papa. Provocou uma matança terrível contra seu povo em nome de Deus.

O filme é bom historicamente. Sempre assisto estas produções de épocas passadas para  ficar familiarizado com o ambiente de outros tempos, isso me ajuda nas vivências com meus pacientes quando narram histórias de vidas passadas, podendo visualizar o cenário narrado.

Saí do cinema com um sentimento ruim dentro de mim, essas histórias de guerras aqui no velho mundo são constantes, não acabam nunca, estão sempre brigando pelo mesmo motivo: o poder religioso.

Atualmente as guerras estão aí, assistimos ao vivo todos os dias, de outras maneiras, na maioria das vezes, mais amenas, em forma de discriminação étnica, cultural, minorias... enfim de tudo um pouco.

E de outras formas como os Templários sofreram, matam mesmo, são assassinados, massacrados.

Sempre falo em minhas conferências: a história da Europa é a história da humanidade e a historia da humanidade é de guerras, massacres, destruições e essa energia está impregnada nas ruas onde andamos, nos castelos que visitamos.

América do Sul tem 511 anos, somos uma população criança ainda, com a alegria, ingenuidade e paz que significa um continente criança. Por isso somos tão diferentes deles.

Mas a que vem tudo isso?

Vejam o que ocorreu agora na Noruega com este fundamentalista da direita xenófoba europeia, não me venham que era apenas um doido solitário, não vamos psiquiatrizar o que aconteceu, não podemos ocultar a ideologia que está atrás deste ato de Breivik,  que representa um percentual significativo da população deste continente, que quer mandar embora os imigrantes preferentemente os muçulmanos.

O Partido do Progresso (FRP), onde foi o atentado, é a nova direita que defende os “valores familiares”, a conclamação da “lei e da ordem”, a “rejeição da imigração” e principalmente da religião muçulmana. Breivik queira liquidar com os futuros dirigentes da poderosa social democracia norueguesa. Queria acabar com os que, em sua opinião, abrirão as portas aos imigrantes para permitir a islamização da Europa.

O Partido do Progresso “não é abertamente racista, mas sim contrario a integração”. As minorias na Noruega percebem, já fazem anos, como diminuiu a tolerância.

Segundo o sociólogo Johan Galtung, 81 anos, “ foi um duro golpe espiritual a essa auto-imagem de país tranquilo. O inimigo está dentro de nós e essa idéia é difícil de processar.” Vai além “existe uma guerra civil entre cristianismo e islã; o mais perigoso para a Europa é a multiculturidade, que o islã penetre  baixo o guarda-chuva da tolerância.” Continua: “ As idéias, de Breivik, que estão na Europa se propõem expulsar os muçulmanos pagado 25.000 euros por cabeça e que, se não aceitam, matar. É como Hitler, mas com muçulmanos.” Sua receita é “ avançar no diálogo, a curiosidade e o respeito. O seguinte passo é o aprendizado mutuo entre o islã e o cristianismo”. termina.

O governo espanhol estava oferecendo uma ninharia para quem voltasse ao país de origem. Eu heim?

O percentual de imigrantes na Noruega é de 12%, Suécia 19%, Dinamarca 10%, Suíça 20% e Espanha 10%. Para eles esses índices são altíssimos. O pior está por vir, segundo o jornal Inglês Daily Telegraph, a população islâmica será 20% no ano de 2050 na Europa, devido ao constante fluxo migratório e a alta taxa de natalidade destes imigrantes que já vivem por aqui. A taxa do europeu é de 1,3 filho por casal.

O professor Bernard Lewis disse ao diário alemão “Die Welt” que “a Europa terá maiorias islâmicas pelo menos até o final do século XXI.”

Entendem agora o pânico?

Os Índios brasileiros são santos convivendo com esse mundão de imigrantes que só fazem sacanear com eles.

Um abraço e muita luz.


Escrito por João Alberto Talayer

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CADÊ OS INDIGNADOS DO BRASIL ????

segunda-feira, 18 de Julho de 2011 | 17:31

Escrevi neste blog no dia 20 de Junho sobre o Movimento dos Indignados surgido na España e conclamava aos leitores brasileiros a se INDIGNAREM UM POUCO QUE VALE A PENA.

No dia 7 de julho, Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal espanhol El País, um dos melhores profissionais estrangeiros que atuam por aí nessa área, dos mais agudos, escreveu um artigo em que pergunta: “Por qué Brasil no tiene indignados?”

O tema virou debate nacional na imprensa brasileira, trascrevo abaixo o texto de Juan Arias:

"El hecho de que en solo seis meses de gobierno la presidenta Dilma Rousseff haya visto dimitir a dos de sus principales ministros, heredados Del gobierno de su antecesor, Lula da Silva (el de la Casa Civil o Presidencia, Antonio Palocci, una especie de primer ministro, y el de Transportes, Alfredo Nascimento) caídos bajo los escombros de la corrupción política, ha

hecho preguntarse a los sociólogos por qué en este país, donde la impunidad a los políticos corruptos ha llegado a hacer extensiva la idea de que “todos son unos ladrones” y que “nadie va a la cárcel”, no exista el fenómeno, hoy en voga en todo el mundo, del movimiento de los indignados.

 

¿Es que los brasileños no saben reaccionar frente a la hipocresía y falta de ética de muchos de los que les gobiernan? ¿Es que no les importa que los políticos que les representan, en el Gobierno, en el Congreso, en los estados o en los municipios, sean descarados saboteadores del dinero público? Se preguntan no pocos analistas y blogueros políticos.

 

Ni siquiera los jóvenes, trabajadores o estudiantes han presentado hasta ahora la más mínima reacción ante la corrupción de los que les gobiernan. Curiosamente, la más irritada ante el atraco a las arcas públicas por parte de los políticos, parece ser la primera presidenta mujer, la exguerrillera Dilma Rousseff, que ha demostrado públicamente su disgusto por El “descontrol” en curso en áreas de su gobierno. La mandataria ya ha echado de su gobierno -y se dice que no ha acabado aún la purga- a dos ministros claves, con el agravante de que eran heredados de su sucesor, el popular Lula da Silva, que le había pedido que los mantuviera en su gobierno.

 

Hoy la prensa alude a que Dilma ha empezado a deshacerse de una cierta “herencia maldita” de hábitos de corrupción del pasado. ¿Y la gente de La calle por qué no le hace eco, resucitando aquí tambiénel movimiento de los indignados? ¿Por qué no se movilizan las redes sociales? Brasil, después de la dictadura militar, se echó a la calle con motivo de la marcha “Directas ya”, para pedir la vuelta a las urnas, símbolo de la democracia. También lo

hizo para obligar al expresidente Collor a dejar su cargo ante lãs acusaciones de corrupción que pesaban sobre él. Pero hoy el paísestá mudo ante la corrupción en curso. Las únicas causas capaces de sacar a la calle hasta dos millones de personas ahora son los homosexuales, los seguidores de las iglesias evangélicas en la fiesta de Jesús y los que piden La liberalización de la marihuana.

 

¿Será que los jóvenes no tienen motivos para exigir un Brasil no solo cada día más rico (o por lo menos menos pobre), más desarrollado, con mayor fuerza internacional, sino también menos corrupto en sus esferas políticas, más justo, menos desigual, donde un concejal no gane hasta diez veces más que un maestro y un diputado cien veces más, o donde un ciudadano común, después de 30 años de trabajo, se jubile con 650 reales (400 euros), mientras un funcionario público con hasta 30.000 reales (13.000 euros).

 

Brasil será pronto la sexta mayor potencia económica del mundo, pero de momento sigue a la cola en materia de desigualdad social y defensa de los derechos humanos. Todavía se trata de un país donde no se permite a la mujer de abortar, el paro de las personas de color alcanza un 20% -contra el 6% de los blancos- y la policía es una de las más violentas del mundo.

 

Hay quién achaca la apatía de los jóvenes al hecho de que una propaganda exitosa les ha convencido de que Brasil es hoy envidiado por medio mundo (y lo es en otros aspectos). O que la salida de la pobreza de 30 millones de personas les ha hecho creer que todo va bien, sin entender que un ciudadano de clase media europea equivale aún hoy a un rico de aquí.

 

Otros achacan el hecho a que los brasileños son gente pacífica, poco dada a las protestas, a quienes les gusta vivir felices con lo que tienen y que trabajan para vivir, en vez de vivir para trabajar. Todo esto es también cierto, pero no explica aún por qué, en un mundo globalizado, donde se conoce al instante todo lo que ocurre en el planeta, empezando por los movimientos de protesta de millones de jóvenes que piden democracia o Le acusan de estar degenerada, los brasileños no luchen para que el país, además de ser más rico, también sea más justo, menos corrupto, más igualitario y menos violento a todos los niveles. Así es el Brasil que los honestos sueñan dejar para sus hijos, un país donde la gente todavía no há perdido el gusto de disfrutar de lo poco o mucho que tiene y que sería aún mejor si surgiera un movimiento de indignados, capaz de limpiarlo de lãs escorias de corrupción que golpean a todas las esferas del poder."

 

O colunista Reinaldo Azevedo da Veja deu uma resposta contundente em seu blog no dia 13 de Julho : http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo

 

O debate está em pauta, já foi detonado, agora é tudo com vocês.

 

Volto a conclamar dia 11 de outubro de 2011 TODOS INDIGNADOS NAS PRAÇAS DE TODO O MUNDO!

 

Um abraço, muita luz e muita indignação.


Escrito por João Alberto Talayer

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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