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JOÃO ALBERTO TALAYER é sociólogo e psicoanalista. Gaúcho, de Santa Vitória do Palmar, vive e trabalha em Málaga – Andalucia – Espanha.
Site: www.escolaterapias.com

 


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ATUALIDADE POLÍTICA ESPANHOLA

segunda-feira, 20 de Junho de 2011 | 16:27

Plaza de la Constituición

Plaza de la ConstituiciónPLAZA DE LA CONSTIUICÓN

Plaza de la Constituición - Acampados

PLAZA DE LA CONSTITUICIÓN - ACAMPADOS

Jose Manuel cordenação do Movimiento de los Indingnados..

JOSE MANUEL - CORDENAÇÃO DO MOVIMENTO DE LOS INDIGNADOS, E O DE BOMBACHA É O COLUNISTA

Movimiento Indignados de Barcelona

MOVIMENTO DOS INDIGNADOS DE BARCELONA

Plaza de la Constituición

O Albertinho (nome familiar do Dr. Alfaro) sugeriu para que escrevesse sobre as eleições municipais espanhola acontecidas no dia 22 de Maio de 2011, intui que deveria esperar mais um pouco en consequência da inquietude dos espanholes pós eleições.

No dia 15 de Maio de 2011, uma semana antes das eleições, surgiu em toda a España aglomerações nas praças públicas com pessoas descontendes com a situação sócio-política-econômica deste pais e surgiu o MOVIMIENTO DE LOS INDIGNADOS que acabou “ganhando” as eleições.

O resultado das eleições foi o seguinte: o PP – Partido Popular, de direita, teve 37,53% ganhando a maioria das prefeituras, sómente perdeu na Cataluña que é um pais a parte onde ganhou o Ciu – Catalunya i Unió, partido nacionalista. No Pais Vasco, a maior surpresa, ganhou o BILDU, um braço politico do ETA o movimento revolucionário que tem dezenas de atentados e assassinatos, parece que vão trocar as armas pelo voto.

O PSOE – Partido Socialista Obrero Español, de centro esquerda, atual maioria nas prefeituras teve 27,79% o não elegeu ninguém. E vejam só a surpresa 39,12% de abstenção, nulos e brancos. O voto aquí não é obrigatório. A maioria está indignada.

Aquí é um bipartidarismo onde PP e PSOE se revezam no poder e parece que o sentimento dos espanhois hoje em dia é ter que eleger entre a aids e o câncer. Optaram pelo sentimento de indignação que causa menos mal.

Hoje (16/06/2011) fui passear na Plaza de la Constitución en Málaga, onde vivo, caminhei pelas barracas, lendo os cartazes, olhei, perguntei, falei com representantes do movimento e pessoas que por alí estavam. Nao encontrei nenhuma imagem do Che, simbolos de classe, tampouco eslogans nem simbolos, sómente a constatação que querem que o sistema seja regido por um governo democrático e não pelos bancos. Passeando por ali eu tive a sensação de estar sendo testemunha de algo novo. O inicio de algo.

Não tem ali nenhuma revolução. Não tem utopía. O que tem ali é muito raro. Esses anti-sistema que pedem trabalho, aposentadoria e casa não são, em realidade, anti-sistema, são pró-sistema. E isso é o novo. O que estão pedindo esses jovens é que les deem o que prometeram, Pedem que o prometido seja realidade. Não vão contra o sistema: querem que o sistema funcione. Estão a favor do sistema.

“Não tem idéias” “Não sabem o que querem” “ Não dizem nada”. Tudo é muito certo. Claro que não tem idéias. Que idéias vão ter? O século XVII, XVIII e sobre tudo o XIX já tiveram todas as idéias possiveis. O século XX consiste na grande experiência de colocar todas em prática. Com os resultados todos conhecidos. Não necessitamos mais idéias, mais lemas, mais visões da História, mais revelações. Já sabemos o que temos que saber. Já sabemos o que funciona e o que não funciona. O que temos que fazer é por em prática.

Passeando por ali me sorprende o ambiente relachado, amistoso e também a ausência de lemas politicos. “Queremos una democracia real ya”, “ Economia al servicio de la ciudadanía”. Talvez o novo deste movimento inevitavelmente político é que não está em absoluto politizado.

Talvez o MOVIMIENTO DE LOS INDIGANDOS nos permita começar a imaginar a política de outra forma.

Os acampados estão organizados em seções: tem emfermaria, departamento legal, biblioteca, guarderia (para as crianças), sala de meditação, terapias naturais e massagens, seções de psicologia, de arte, de meio ambiente, de cultura e universidade, de música, de política, de economia, de direitos dos animais, de feminismo, de contato com os bairros. Se respira um ar de sensatez. Talvez o que esteja vendo seja um mapa, um pequeno mapa do futuro.

Vejam bem e estejam atentos, sejam solidários no dia 15 de outubro de 2011, este movimento quer manifestações em todas as praças do mundo. Vamos nos INDIGNAR um pouco que vale a pena.

Um abraço e muita luz.


Escrito por João Alberto Talayer

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BOM SENSO PARA SAIR DA CRISE

terça-feira, 24 de Maio de 2011 | 14:06

O governo espanhol está fazendo diversos cortes no orçamento do estado e a população pede mais outros cortes. Acho que inclusive seria de bom tamanho para o Brasil.

Temos um exemplo aqui perto, na Bélgica, que leva um ano sem governo e estão na glória, o sistema funciona normalmente somente com umas boas leis. Em consequência disso os gastos com a máquina governamental diminuiu sensivelmente.

Eliminar o senado já que Noruega, Suécia e Dinamarca não tem senado, Alemanha sómente 100 senadores, Estados Unidos um senador por estado. Os grandes teóricos do direito internacional e constitucional como Duverger, Jellinec e outros dizem que a câmara não é necessária é prescindível e que está em extinção. Então por que manter 260 senadores? Com isso poupariam 3.500 milhões de euros cada ano.

Eliminar as pensões vitalícias de todos deputados, senadores e outros "Padres de La Pátria". Revisar os salários dos prefeitos e vereadores que recebem o que querem impondo os valores que bem entendem.

Mudar as leis para por na cadeia os ladrões do estado (políticos e funcionários públicos) e obrigar que volte o dinheiro roubado aos cofres públicos.

Moralizar o uso dos carros oficiais, aqui tem mais carros oficiais que nos Estados Unidos. Anular todos os cartões VISA oficiais, que paguem suas contas com os pessoais e terminar com todos os "cargos de confiança".

Eliminar todos os cargos diplomáticos, com exceção de um embaixador e um consul en cada país, os gastos na España com diplomacia é maior que na Alemanha e Reino Unido.

Diminuir em 50% do Orçamento Geral do Estado as transferências a sindicatos, partidos políticos, fundações duvidosas e outros sugadores. Poupariam 45.000 milhões de euros, sem necessidade de tocar nas aposentadorias e funcionalismo, como também cortar 6.000 milhões de euros de investimentos públicos.

Segundo o FMI "um bom plano de ajustes podia inclusive acelerar a atividade econômica espanhola".

Pois é meus amigos, com a metade do dinheiro que o estado pouparia com essas medidas, acabaria a crise na España.

Um abraço e muita luz.


Escrito por João Alberto Talayer

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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