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Seguindo Líderes, buscando a boa política

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2014 | 11:57

No último dia 18 de dezembro de 2014, após longo período de reflexão e avaliação, resolvi, acompanhado por lideranças expressivas da política Riograndina, dar uma reviravolta, um novo direcionamento à minha militância política, aceitando o convite do Senador Lasier Martins, das Executivas Municipal e Estadual do Partido Democrático Trabalhista, filiando-me ao PDT.

Foram trinta anos de PFL/DEM, onde entreguei o melhor da minha disposição e capacidade. Lutei a boa luta, fiz da atividade pública um meio de melhorar a vida dos mais necessitados, a busca incessante pela justiça social e na defesa intransigente da Democracia.

Lidero e sou liderado, ninguém é uma ilha, a vida em sociedade nos impõe ser protagonistas e também coadjuvantes. Busco diariamente em tudo o que faço dar razão ao meu viver, tornar-me útil e retribuir em trabalho desafrontado o muito que tenho recebido de tudo e de todos. Para mim a vida só tem sentido se deixarmos, indelével, algo de positivo para a coletividade e que honre os nossos filhos e amigos.

Neste ano da graça de 2014, as atividades radiofônicas e empresariais me oportunizaram melhor conhecer um dos ícones do jornalismo brasileiro, Lasier Martins. “Top of Mind” como comentarista da RBS TV. Lasier, após 53 anos de atividades jornalísticas, aceitou o desafio e buscou eleição ao Senado da República. Saiu da cômoda posição dos homens de sucesso, dos realizados, no afã de contribuir para que tenhamos uma política ética, vertical, propositiva e transparente. Vejam: as manifestações e protestos populares de junho de 2013 serviram de molas propulsoras, foram a verdadeira gota d’água, dessa corajosa decisão. À época, consultado junto com outros interlocutores pelo Estado afora, junto com o amigo Luiz Arthur Corrêa Dornelles, resolvi abraçar a causa, que ao final se tornou exitosa, com o aval de 2.145.479 gaúchos.

Durante todo esse processo eleitoral, recheado de incompreensões e dificuldades, muitas afinidades foram aflorando e os convites para acompanhá-lo na futura, porém incerta caminhada também foi crescendo. Concretizado o sonho, tornou-se imperiosa a decisão, que foi positiva, afinal jamais se nega apoio e solidariedade a um Líder, menos a um Amigo.

Respeito muito a história do Trabalhismo, na Política e nas conquistas obtidas ao longo do tempo para a classe trabalhadora do Brasil. Admiro os “Monstros Sagrados”: Alberto Pasqualini, Getúlio Vargas, Fernando Ferrari e Leonel Brizola, não obstante, escolhi, de sempre, o Grande Brasileiro, Sociólogo e Indigenista, Darcy Ribeiro, como um dos meus ídolos - sou de seguir ídolos e líderes - que passa a ser a minha referência dentro do PDT, sem detrimento das grandes lideranças contemporâneas, estaduais e nacionais.

Vou com o Senador Lasier Martins, com os homens e mulheres do PDT, na busca intransigente da boa política. “Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”, asseverou Darcy Ribeiro.Este será o meu norte, militando na vanguarda, propondo e discutindo, aceitando missões e desafios. Vamos à Luta.

 

* Na Foto(da esquerda para a direita): Vieira da Cunha, Afonso Motta, Pompeo de Mattos, Alberto Alfaro e Lasier Martins. Poa. Em: 18/12/2014


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Homens fazem sexo, mulheres fazem amor

segunda-feira, 28 de Julho de 2014 | 10:33

Esta frase, tantas vezes repetida, contestada e defendida, que resume uma posição mundialmente consagrada, foi forjada e lapidada pelas mulheres contemporâneas, que dominam praticamente tudo nos últimos tempos.

É titulo do livro do casal de australianos, Allan e Barbara Pearse: “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?“, que, além de tornar-se um bestseller, transformou-se em um filme e também incentivou-os a escrever o também tendencioso: “Porque os homens mentem e as mulheres choram?”

Óbvio que essas obras são meramente mercantilistas e tentam sugerir que os homens são práticos, frios e calculistas e as nossas companheiras sentimentais, emocionais, etc.Não obstante, é incontestável que nessas propostas existe um viés científico e bem humorado das nossas diferenças e contemplam avanços da ciência e da evolução humana que são muito bem-vindos. Ganhou tanta força que virou uma tese, um movimento que se consolida, também, em consultórios de analistas e psicólogos.

Essa discussão nos leva aos homens das cavernas, que arrastavam suas presas pelos cabelos, para lá, indefesas, serem possuídas. Se iam nesse rudimentar transporte, óbvio que iam contra vontade, literalmente à força. O sexo era para a manutenção da espécie, procriação, visto ao contrário era pecaminoso.

Essa situação, infelizmente, perdurou por milênios e ainda se constata em culturas atrasadas e preconceituosas, especialmente por motivações religiosas. Na primeira metade do século passado, o Dr. Alfred Kinsey, cientista americano, pesquisou e revelou questões que foram fundamentais ao resgate de uma posição mais equânime sexualmente entre homens e mulheres. Lembro que o orgasmo, ápice de uma relação sexual, foi até pouco tempo privilégio dos homens, não cabendo às mulheres sequer discuti-lo, reivindicá-lo. Hoje, felizmente é matéria discutida abertamente e tratada, quando for o caso.

Esse processo andou tão rápido que hoje quem controla, define e dá as cartas na questão sexual são as mulheres, o que me leva a pensar que essa história de que nós fazemos sexo e elas amor não passou de uma mórbida estratégia para nos penalizar, resgatando uma conta, um contencioso de milênios. Fosse essa tese verdadeira, não existiriam tantos adultérios e traições protagonizados por iniciativa das mulheres que, infelizmente, estão cada vez mais parecidas conosco, a quem sempre foi atribuído esse pernicioso comportamento. Vejam que essa evolução foi tão rápida e surpreendente que desapareceu do cenário relacional a antiga: ”discussão da relação”, costumeiramente levantada pelas mulheres. Hoje algumas discussões a respeito são de iniciativa masculina, mas tal qual no passado, são rechaçadas com veemência. Efetivamente estamos pagando a “mula roubada”, parece um complô internacional, intergaláctico, talvez.

A situação é tão complicada que recentemente foi divulgado no tabloide britânico,jornal Dayly Mail, o caso de um casal europeuem que o marido frustrado pelas negativas da mulher em fazer sexo, aproveitou a viagem da esposa para lhe enviar um e-mail contendo uma planilha contemplando todos os dias do mês de junho deste ano, onde registra todas as negativas e os motivos. A mulher, raivosa, tentou ligar-lhe antes do embarque, semsucesso.Resolveu, como retaliação, compartilhar a tal planilha no Reddit. Embora respeitando o anonimato do casal, a mulher criou uma polêmica que ganhou repercussão internacional e não serviu de nada para os protagonistas, só aumentou o contencioso. Sabe-se que no registro foram assinaladas três relações no período, e que as motivações para o “não” foram as de domínio internacional: dor de cabeça; cansada, levantar cedo, dormir tarde, bebi e comi muito, etc. etc. Não é minha intenção apagar esse incêndio colocando mais combustível, afinal as coisas andam muito feias para os homens em termos de sexo, mas uma advertência é indispensável: “Preparem-se, as coisas, que não andam boas, podem piorar”.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Desenvolvimento X Formação Profissional – Problemas persistem...

terça-feira, 01 de Julho de 2014 | 12:54

A região sul do estado do Rio Grande do Sul, em função da instalação do Polo Naval em Rio Grande e, mais recentemente, do Estaleiro da EBR em São José do Norte, continua vivendo momentos de grande expectativa empolgação, fruto dos vultosos investimentos já alocados e da perspectiva de novos empreendimentos, que preveem, por exemplo, novos estaleiros nessa esteira desenvolvimentista.

Entendo ser a oportunidade de recuperação da economia de toda a região, em depressão desde o início do século XX, não obstante, tenho uma grande preocupação com a falta de mão de obra especializada para atender as demandas e a inexistência de uma política para cobrir esses gargalos. Instituições não faltam, iniciativas e recursos, pelo que divulgam, não são problema. Então, onde se concentraria essa preocupação?

Explico: Com todo esse marketing em torno da “redenção econômica”, da expectativa de dezenas de milhares de oportunidades de trabalho, são oferecidos à comunidade inúmeros cursos “profissionalizantes”, onde os conteúdos, pré-requisitos e carga horária, não se coadunam com a demanda existente.

Como sempre, nas ondas de progresso surgem oportunidades para todos os segmentos, inclusive, aos “mercadores de ilusões”, que oferecem salários milionários, condicionados a determinados cursos, que não levam a lugar algum.

Falta uma coordenação que compatibilize de maneira séria os interesses dos profissionais da região às demandas das empresas que estão se instalando por aqui, com responsabilidade de fiscalizar, “com olhos de ver”, toda essa situação.

Temos Universidades/ Faculdades/Escolas Técnicas, públicas e privadas, além do SENAI e do SENAC, que ainda não estão dando conta de suas missões, constatação que faço por percepção de mercado e pelas reiteradas manifestações dos responsáveis por esses empreendimentos.

Somos pródigos em entidades representativas disso e daquilo e comissões improdutivas, que mais disputam espaços e beleza entre si, e pouco apresentam de concreto e permanente. Da minha parte, enquanto protagonista como dirigente do SINDILOJAS e da FECOMÉRCIO, onde assumo posição no próximo dia 1º de julho, levarei ao novo presidente, Luiz Carlos Bohn, convite para que venha a Rio Grande disponibilizar toda a nossa estrutura profissionalizante e de educação, através do SENAC e da Faculdade SENAC, e dialogar com todas as lideranças empresariais da região sobre a formatação de um diagnóstico que apurará novas demandas. Todos os agentes representativos do Comércio, da Indústria e dos Serviços, por conseguinte, estarão sendo instados a participar de forma democrática e propositiva, sem vaidades, menos donos da razão. A hora é de agregar esforços e lideranças, racionalizando tempo e recursos na busca dos interesses e objetivos comuns. Mãos à obra.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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