Logo Alfaro
Fale com o Alfaro
Promovendo cidadania com informação
banner Alfarobanner Alfarobanner Alfaro

Mais Antigos

SELECIONE O MÊS/ANO
D S T Q Q S S
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31


Jose Alencar, um legado que compromete sua biografia

quinta-feira, 13 de Março de 2014 | 17:43

Nós latinos somos uns apaixonados e evidenciamos isso em todas as nossas atitudes comportamentais.

Exageramos nas manifestações, criamos e destruímos ídolos com igual facilidade.

O falecido ex-vice-presidente da República, José Alencar, exemplifica bem esse paradoxo ao ver-se, novamente nas manchetes da imprensa nacional em função de um assunto pessoal, íntimo.

José Alencar, que aproveitou os índices de popularidade do então presidente Lula para surfar nas ondas do reconhecimento nacional, onde suas opiniões eram sempre muito bem consideradas, tanto pelo equilíbrio como pela legitimidade, visto que se tratava de ser um megaempresário, dono da multinacional brasileira Coteminas.

Além dessas condições políticas e econômicas, a saúde do então vice-presidente complementava esse status de personalidade em evidência no País, fruto da transparência com que tratou sua luta contra o câncer, o que lhe valeu um sentimento de solidariedade nacional.

Pois bem, até então havíamos conhecido um José Alencar vitorioso em todas as suas ações e que se preparava para a retirada do cenário político em função do término do seu mandato, da idade e da doença.

À época, fomos surpreendidos, no apagar das luzes, com uma entrevista ao Programa do Jô, onde Jose Alencar, ao ser questionado sobre processo de investigação de paternidade, que respondeu e foi condenado na Justiça mineira, mostrou para o mundo um novo José, preconceituoso, arrogante, cruel, machista e irresponsável.

Dizendo-se vítima de uma chantagem econômica, José Alencar atacou de forma rasteira a pretensa filha natural, Professora Rosemary de Moraes Gomes da Silva, sobrenome determinado por sentença judicial, e a sua mãe, a Enfermeira Francisca de Moraes, a Tita, com quem Alencar manteve um relacionamento amoroso entre 1953 e 1955, em Carartinga - MG.

Para desqualificar a enfermeira, na tal entrevista José Alencar disse tratar-se de mulher pobre, condição que a impediria de frequentar os mesmos locais e arrematou chamando-a simplesmente de prostituta. Ora, até as árvores de Caratinga sabiam que Alencar manteve esse affair com a belíssima jovem Tita, inclusive, que às quartas-feiras dormia na casa da moça.

Na realidade, independente das consequências práticas daquele rumoroso processo, para resgatar um pouco da sua imagem e não rasgar por completo sua já arranhada biografia, Alencar deveria, voluntariamente, submeter-se a um exame de DNA, é o mínimo que se exige de um homem; não o fez, morreu em 29 de março de 2011, insistindo na absurda e burra estratégia do avestruz, enterrar a cabeça no chão deixando o corpo todo de fora.

Pois bem, passados três anos da morte de José Alencar, a 4ª. Câmara do Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve por unanimidade a decisão da primeira instância, onde foi considerada a negativa de submeter-se ao exame de DNA como indução de paternidade relativa. Óbvio que a milionária família de Alencar já recorreu ao STJ, alegando não existir no processo qualquer prova que indique a relação de José e a mãe da professora. Continua a saga da Professora Rosemary na busca de uma identidade que lhe foi toda a vida sonegada e de seus legítimos direitos. Tendo pela frente os bilionários herdeiros da Coteminas e a parcimoniosa ação do judiciário em casos similares, temo que em vida não alcance a justiça que lhe é devida. É a luta de Davi contra o Golias. Veremos.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Mais médicos, menos vergonha

quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014 | 17:46

Todos sabem que neste Brasil que gasta bilhões de reais para organizar uma Copa do Mundo de Futebol falta tudo: educação, segurança, transportes, e, obviamente, saúde, médicos, remédios e hospitais.

Dentro desse quadro, o Governo Dilma Rousseff lançou o Programa Mais Médicos, tido e havido como a grande panaceia para os males da saúde, e que na sua concepção de importar médicos de outros países para reduzir o deficit existente e universalizar o atendimento não seria absurdo, pelo contrário, essa prática de incentivar a migração de recursos humanos é universal, bem contemporânea. O que causa a indignação de todos é a ideologização do Programa, bem ao estilo Nicolau Maquiavel, onde os fins sempre justificam os meios.

Primeiro, ao firmarem um contrato com o Governo Cubano usando como interface a Organização Pan-Americana de Saúde, órgão vinculado à ONU, que não pode ser publicizado em virtude de “cláusula de confidencialidade”, exigida pelos Irmãos Castro, a qual o Brasil criminosamente se submeteu.

Essas relações obscuras sob o terrível manto do “segredo de Estado”, encobrem também, pasmem, o financiamento do Porto de Mariel, há 45 km de Havana, onde o BNDES despejou US$682 milhões, de recursos dos brasileiros, tudo por decisão política do Governo Brasileiro.

Voltando ao Mais Médicos, o governo petista simplesmente rasgou e jogou no lixo todos os critérios exigidos para o exercício legal da medicina, preconizados pela legislação vigente e fiscalizado pelos órgãos médicos e Justiça do Trabalho, dentre eles a exigibilidade de uma prova de proficiência profissional. Mais: colocou-nos na berlinda como Nação, já que princípios elementares dos direitos dos trabalhadores são sonegados de maneira descarada e injusta. Todos os profissionais contratados para o programa recebem R$-10 mil, mais os benefícios do FGTS, férias, 13º salário, etc. Pasmem, nossos irmãos cubanos recebem para a mesma atividade, “a pau e corda” US$-400, o que representa em torno de R$-1 mil, sem qualquer direito trabalhista. É um crime, um abuso sem precedentes na história das relações trabalhistas brasileiras.

Infelizmente, vivemos tempos de grande perplexidade e grande decepção com os rumos do nosso País, onde direitos são suprimidos ou negados em nome de programas sociais demagógicos, absurdos e até desumanos. O Governo lida com a cidadania com desfaçatez e prepotência, manipula números e cenários econômicos e sociais para manter o poder a qualquer custo. Desconhece e menospreza a existência de pessoas com discernimento e senso crítico capazes de ter dúvidas e de manifestar opinião.

Inexiste a oposição, a verdadeira sopa de letras em que se transformaram os partidos políticos para nada serve a não ser a defesa de interesses corporativos e pessoais, sempre conflitantes com os interesses maiores da cidadania. Estamos novamente próximos a novas eleições gerais, antecedidas da overdose inebriante da Copa, e estamos literalmente num mato sem cachorro, aguardando o desfile dos marqueteiros e suas promessas mirabolantes. Esse é o funesto e dantesco quadro que se apresenta, até poderemos conseguir mais médicos dentro deste modelo degradante e aviltante, verdadeiramente análogo à escravidão, mas continua se esfarelando nas mãos e ações dos atuais protagonistas uma virtude tão grata a todos nós: a vergonha.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Bônus e ônus na administração pública II

sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2014 | 19:14

Cada vez mais os partidos políticos estão encontrando dificuldades em completar suas nominatas para os cargos tanto executivos como legislativos. O que se constata é a repetição de nomes e a identificação destes com corporações e segmentos econômicos.

Muitas vezes injusta e generalizada, essa verdadeira xenofobia com relação a todos que ocupam cargos públicos, tem restringido a participação da cidadania, consolidando a expressão pejorativa e odiosa: “mudam as moscas...”.

Sobre esse tema, Martin Luther King resumiu numa frase o que, infelizmente, ainda vivemos na nossa sociedade: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

Na cidade do Rio Grande estamos sob uma nova administração há 390 dias, tempo mais do que razoável para começarem as cobranças. Os descontentamentos e as reclamações com relação à apatia e inapetência dos atuais gestores são crescentes. Até questões nebulosas vão ficando sem resposta, aumentando o desconforto e desconfiança da cidadania. Pasmem, estamos em fevereiro e ainda não foram sanadas questões do carnaval de 2013, pior, pouco ou nada se sabe sobre o evento previsto para 3 e 4 de março próximo vindouro.Independente de quem votamos, temos a exata consciência de que urgem medidas em algumas áreas estratégicas como limpeza urbana, trânsito e obras paradas, para não falar em questões graves como saúde e segurança, que tem também outros responsáveis a nível de Estado e Federação, que se agravam com o tempo.

Reitero que se impõe uma agenda positiva de verdade, negociada com outros interlocutores, já que esses arranjos eleitorais tem se mostrado incompetentes em termos de propostas e resolutividade. A simples troca de seis por meia dúzia, tem se caracterizado numa verdadeira “dança das cadeiras”, tirando um daqui e pondo lá sem critérios razoáveis de aptidão ou capacidade para enfrentar os desafios cada vez maiores e crescentes. Como exemplo, relato uma sugestão que dei quando o Governo do Município completava 90 dias, com relação ao aspecto de abandonado e sujo do nosso centro da Cidade, onde moro e trabalho. Além de transformar-se, cada vez mais, num esgoto a céu aberto por incapacidade e desídia da Corsan, continua premente a substituição desses vergonhosos containeres, que aos pedaços, de há muito perderam a sua finalidade. Registro, a bem da verdade, que a sociedade muito tem contribuído para esse emporcalhamento, colocando objetos e detritos proibidos nos conteineres e ao lado deles, além da falta de fiscalização da Prefeitura e denúncia de quem vê e simplesmente vira às costas.

Uma blitz na Avenida Dom Pedro II, entrada oficial do único porto marítimo do Estado foi sugerida por este colunista há 12 meses, independente de responsabilizações sobre o não andamento das obras ali em curso. Dias atrás recebemos turistas europeus que estavam a bordo de um suntuoso cruzeiro, imagino que impressão levaram da Cidade berço da civilização gaúcha.

Como comunicador, contribuinte e cidadão tenho tido a melhor das boas vontades com os atuais dirigentes municipais, tanto que tenho perseverado em divulgar as idéias e demandas que diariamente chegam até os veículos onde atuo, e dos mesmos continuo aguardando um gesto nobre e de grandeza de poder colher opiniões e sugestões com humildade, visto que foram eleitos para fazer o que precisa ser feito, independente de grupos de apoios e ideologias.

O ônus de quem administra o que é publico é imensurável, pela cultura, conforme expus acima, e, também, pela incapacidade natural do atendimento de todas as demandas, cabendo-lhes escutar a exaustão todos os segmentos e decidir com razoabilidade. Não ficando refém de acertos políticos para o preenchimento de cargos, menos ainda de promessas eleitorais, nem sempre exeqüíveis, nem sempre prioritárias.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

  1-2-3-4-5-6-7  

^ topo

QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

ENTREVISTAS

O QUE EU LEIO

ÚLTIMAS 10 POSTAGENS


Ouça a Rádio Cultura Riograndina

ARQUIVOS

WD House

Blog do @lfaro - Todos os direitos reservados