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ANO NOVO - VIDA NOVA?

quarta-feira, 08 de Janeiro de 2014 | 12:41

Mais um ano passou. Tristezas, alegrias, encontros e desencontros. Como de costume, a grande maioria das pessoas faz um balanço dos fatos que ocorreram nas suas vidas. Época que revolve demasiadamente as emoções. Hora de deixar de lado, se desapegar, dentro do possível, das coisas que não foram interessantes. Redirecionar, visando caminhos promissores, em todos os aspectos, é o indicado.

Neste processo de uma “retomada diferenciada”, devemos nos acautelare olhar criteriosamente. Projetarmos objetivos irrealistas, sem dúvida, é uma fonte inesgotável de sofrimentos para o futuro. É relativamente comum encontrarmos indivíduos que, num curto espaço, começam novamente a culpar a vida pelas mazelas ocorridas. Querem o “infinito”, porém, nada fazem. No rol desencadeante de tantas frustrações, encontram-se as dietas, trabalhos com uma melhor remuneração, relacionamentos adequados, etc. Estes esperam que todos os objetivos caiam do céu, e, de preferência, sem o menor esforço ou dor psíquica. Fantasia, pura fantasia.

Progredir, alterar sentidos, salvo raríssimas exceções, é um resultado que emana de dentro e não de fora. Ao contrário do que imaginamos, não é nenhum jardim de rosas. Implica, substancialmente, lidarmos de forma adequada com as ansiedades, os erros, limitações, incertezas, batalhas... Costumo dizer que modificarmos uma “vírgula” demanda um árduo empreendimento. Portanto, em palavras diferenciadas, desejar uma “vida nova”, norteada de metasinadequadas à realidade, sem execuções, é seguramente sonhar e padecer.

O óbvio e pouco refletido é que mudanças estruturais demandam tempo. Geralmente, muito tempo. É um investimento diárioa longo prazo. Sendo assim,há a necessidade de um ponto de equilíbrio em relação ao que somos na essência verdadeira e o que desejamos para o nosso EU. Nada adianta querermos “o mundo para ontem”. Também é pouco proveitoso pensarmos sempre no amanhã e procrastinarmos ações, nos deleitando no nada.Inúmeros simplesmentequerem seguir caminhos que são aprovados socialmente,entretanto, incongruentes com a sua personalidade ou desejos íntimos. Vivem a mercê de uma imagem a ser atingida de um modo falso. Quando conseguem algo, depois de esforços altamente consideráveis, se dão conta que o “novo”, no fundo, não completa ou satisfaz. Não obstante, movidos por esta dinâmica, alguns menosprezam facetas “velhas” e com potencial produtivo em prol do inusitado de uma maneira equivocada.

O ser humano é dotado de um cérebro bastante privilegiado. Destarte, temos de ter cuidados e almejarmos buscargraus de elevaçãoindicados ou profundos. O novo, como vários pensam, não é somente um “revestimento de ouro”. Vai além. As autênticas transformações, de um jeito ou de outro, estão diretamente relacionadas aos vínculos que mantemos com os semelhantes ou ao bem que geramos. Sem isso, estamos fadados a sensações atormentadoras de incompletude...


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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