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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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GERENCIAMENTO DE FILHOS

terça-feira, 28 de Janeiro de 2014 | 14:13

Educar, evidentemente, não é uma tarefa fácil para os pais. Em várias ocasiões, ao longo do desenvolvimento dos filhos, estes vão se deparando com situações de conflito. Frear ou permitir é uma verdadeira arte. O “poder” dos progenitores, no que tange à infância, é relativamente tranquilo. À medida que osanos transcorrem, os confrontamentos são uma espécie de rotina dentro do âmbito familiar. Destarte,nem sempre os pais têm absoluta certeza de muitas decisões que tomam. Ademais, podemos pensar de modo idênticono que se refere aos inúmeros pedidos feitos por pessoas que ainda estão em formação. Nesta ciranda de incertezas, os envolvidos, paradoxalmente, estão propensos a choque naturais por caminhos adequados.

O limite, que “separa pais” e filhos nas questões educacionais, que antes era muito claro, passa a ser, gradativamente, cada vez mais tênue. Sinal de tempos difíceis. A tão desejada independência, não raro, é movida pelo conhecido impulso. Todas as coisas são lindas, perfeitas, maravilhosas, só que, não são uma constante. Passos almejados, que parecem o paraíso,tornam-se fontes de angústias, inseguranças ou problemas num futuro breve. Exatamente neste ponto é questionado o livre arbítrio. Portanto, gerenciar, embora implique em frustrações ou discussões é algo imprescindível.

Lembro-me de um caso em que uma jovem desejava ir para o exterior estudar. Sua maturidade estava quase pronta dentro dos conceitos dos pais. Vejam que eu disse “quase”. O local sonhado, os riscos pertinentes, comuns a qualquer lugar, entre outros aspectos, eram exacerbados pela distância e idade. Se a permissividade implicava num crescimento pessoal, concomitantemente, era sinônimo de angústias, no fundo, para as partes envolvidas. O óbvio é que os pais conhecem os filhos. Se, o referido conhecimento, não ocorre na totalidade, anda próximo disso. Sem dúvida, me refiro aqui, a vínculos intitulados de “saudáveis”. A negativa, num primeiro momento causou, como era de se esperar, uma revolta. Diálogo interrompido e a proposta colocada para uma posterior conversa. Ficou acordado também, que deveria haver alguns pré-requisitos básicos para tal, como reflexões a respeito do todo e controle emocional. Passado um período, com as “cabeças frias”, níveis mais profundos de entendimento e aceitação foram alcançados. O que antes parecia “ouro” mostrou algumas facetas precárias “naquele instante” da vida. Consequentemente, surgiuà proposta de um “tempo” objetivandoa convicção da decisão e o alcance de um nível maior na questão da maturidade. Em suma, nenhuma porta foi fechada para o futuro. Simplesmente, houve um acordo quanto à “decisão imediata”.

Costumo dizer que, tudo aquilo que fazemos movidos por forças psíquicas espontâneas ou impensadas é delicado. Não obstante, quando os filhos não tem uma “incontestável independência”, os pais, por sua vez, têm o direito e o dever de gerenciamentos que visem o bem.


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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