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FILHOS FORMADOS – PAIS GRATIFICADOS

terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014 | 13:48

 

 

Num determinado dia, ouvi dizer que a partir do nascimento do neto, o avô começou a fazer uma poupança para garantir a graduação, caso a universidade fosse particular. Além da visão financeira, em longo prazo, o intrínseco, obviamente, era viabilizar o seguimento dos estudos. Concluir um curso superior, no nosso país, é um privilégio de poucos. Porém, devemos reconhecer que houve uma inserção maior dos jovens nesta fatia da educação, embora careçamos de uma abrangência satisfatória de vagas.

Como pais, acredito que tenhamos herdado a cultura da formação superior. Em condições normais ou dentro de uma viabilidade, sempre houve uma preocupação em função deste objetivo almejado. O que recebemos, tentamos passar. Apesar de existirem uma série de ressalvas ou de inseguranças com a titulação de um filho, hoje em dia, a conclusão é geradora de intensa satisfação. A impressão que temos é a de que, pelo menos, parte das nossas imensas responsabilidades foi cumprida. A velha frase “educação é tudo que deixamos”, se não for verdadeira na totalidade, certamente, é real. Com ela, novos horizontes poderão ser viabilizados, desde que, aspectos emocionais suficientemente estáveis, sejam agregados. No meio de inúmeras dificuldades contem porâneas, o leque de opções é amplificado.

Nesta época de tantos formandos felizes a aura é simplesmente contagiante. Pais em êxtase e realizados. Esforços múltiplos ou infinitos sendo compensados numa solenidade emocionante. Recentemente, uma formanda, após receber o diploma, transgrediu o protocolo e abriu um cartaz com frases que, pela rapidez com que caminhava, não puderam ser lidas na íntegra. As primeiras e significativas palavras eram de agradecimento à família. Embora com um “toque de inadequação” para o momento, quem somos nós para julgarmos algo que, para ela, tinha um imenso peso. Portanto, família é determinante.

Para a maioria, não é, absolutamente, o final. Pelo contrário, a caminhada, sem dúvida, terá outros “toques” paternos. O apoio, arrisco dizer, talvez mais leve, ainda implicará ansiedades. Pais, no fundo, querem definições rápidas, estabilidades, num mundo que, sob este ponto de vista, caminha vagarosamente. No campo da educação, resultados são obtidos em doses homeopáticas. As lágrimas que rolam das faces em virtude dos rituais, durante a entrega do tão sonhado “documento oficial”, que concede um direito, são uma mistura de sentimentos. Alegrias e preocupações diante de um mercado de trabalho implacável e, sob vários ângulos, injusto.

Pais são amortecedores dos conflitos, angústias, etc., e funcionam como molas propulsoras para novos níveis a serem alcançados. Fica com tudo isto, uma doce sensação de serem “facilitadores de caminhos” que devem ser percorridos. Os filhos, no gesto comum de levantarem o referido diploma e apontarem para os progenitores, há toda uma gratidão vitoriosa e mútua que toca profundamente...


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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