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UM BRASIL, VÁRIOS PAÍSES

quarta-feira, 19 de Março de 2014 | 09:11

Lamentável, mas tive de partir de Rio Grande, como de praxe, em direção ao Rio de Janeiro, onde vários compromissos me esperam.

Sai de carro, com minha mulher e nosso cachorro Pedro, via BR101. Pernoitamos em Mostardas, visitamos a região do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Lindo!

Perfeito, não fosse o estado deplorável da estrada, após Mostardas, em direção à Porto Alegre. Buracos em profusão, retrato da infra-estrutura brasileira em geral, que está deplorável. Há um trecho da Rodovia Federal Regis Bittencourt, na Serra do Cafezal, em São Paulo, que está em obras de duplicação há mais de 10 anos. É um trecho pequeno, de 30 km, que anda em ritmo de obra de igreja. Um inferno! Não há verba. Mas, para portos em Cuba e obras de bilhões em republiquetas de esquerda, há.

Visitamos uma bela cidade em Santa Catarina, Pomerode, onde literalmente se vive como se vivesse em outro país. É um outro Brasil. Até passaporte a gente recebe ao chegar no hotel.

As crianças estudam alemão e português na escola pública. Os índices de analfabetismo e desemprego são de zero! A cidade é limpa, bem organizada. Perguntei a algumas pessoas de que partido era o Prefeito. Não souberam dizer. Só que “o cara é trabalhador, honesto e cuida bem da cidade”. Pra que mais? Há ciclovias que cruzam toda a cidade. Como nas demais cidades ao entorno, como Jaraguá do Sul, dentre outras. Claro, comeram um pedaço da pista central das vias. Mas....e daí? O povo adora e usa muiiiiito.

E aí fico pensando em Rio Grande. Por que não somos capazes?

Como cidades tal Pomerode, em Santa Catarina, ou mesmo Gramado, no Rio Grande do Sul, conseguem funcionar bem e se manter limpas? Bueno, elas não ficam, com certeza, perdendo tempo nem dinheiro com DATCs da vida! Focam nos objetivos precípuos.

Administrar uma cidade é como administrar uma casa. Requer cuidados especiais e permanentes. Não espasmódicos, no estilo “mutirão” ou de “apagar incêndio”.

No Cassino, nosso bairro cidade balneário, se o secretário anterior permanecesse mais um tempo, a promessa do “valeta zero” certamente seria cumprida. Pelo assoreamento. E as águas correriam pelas vias. Ou, pior, como ocorreu nos dias de feriado do carnaval, ficaram paradas, em poças que eram verdadeiros poços sumidouros onde vários carros ficaram atolados. Um fiasco administrativo sem precedentes. Mereceria um trabalho de conclusão de curso de Administração da FURG com o título “Como Não se Deve Administrar”. Ainda bem que um novo chefe da Secretaria tomou posse e, tudo indica, já está mostrando a que veio.

Economista*


Escrito por Nerino Dionello Piotto

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QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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