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Alberto Amaral Alfaro
Advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.


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Mais médicos, menos vergonha

quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014 | 17:46

Todos sabem que neste Brasil que gasta bilhões de reais para organizar uma Copa do Mundo de Futebol falta tudo: educação, segurança, transportes, e, obviamente, saúde, médicos, remédios e hospitais.

Dentro desse quadro, o Governo Dilma Rousseff lançou o Programa Mais Médicos, tido e havido como a grande panaceia para os males da saúde, e que na sua concepção de importar médicos de outros países para reduzir o deficit existente e universalizar o atendimento não seria absurdo, pelo contrário, essa prática de incentivar a migração de recursos humanos é universal, bem contemporânea. O que causa a indignação de todos é a ideologização do Programa, bem ao estilo Nicolau Maquiavel, onde os fins sempre justificam os meios.

Primeiro, ao firmarem um contrato com o Governo Cubano usando como interface a Organização Pan-Americana de Saúde, órgão vinculado à ONU, que não pode ser publicizado em virtude de “cláusula de confidencialidade”, exigida pelos Irmãos Castro, a qual o Brasil criminosamente se submeteu.

Essas relações obscuras sob o terrível manto do “segredo de Estado”, encobrem também, pasmem, o financiamento do Porto de Mariel, há 45 km de Havana, onde o BNDES despejou US$682 milhões, de recursos dos brasileiros, tudo por decisão política do Governo Brasileiro.

Voltando ao Mais Médicos, o governo petista simplesmente rasgou e jogou no lixo todos os critérios exigidos para o exercício legal da medicina, preconizados pela legislação vigente e fiscalizado pelos órgãos médicos e Justiça do Trabalho, dentre eles a exigibilidade de uma prova de proficiência profissional. Mais: colocou-nos na berlinda como Nação, já que princípios elementares dos direitos dos trabalhadores são sonegados de maneira descarada e injusta. Todos os profissionais contratados para o programa recebem R$-10 mil, mais os benefícios do FGTS, férias, 13º salário, etc. Pasmem, nossos irmãos cubanos recebem para a mesma atividade, “a pau e corda” US$-400, o que representa em torno de R$-1 mil, sem qualquer direito trabalhista. É um crime, um abuso sem precedentes na história das relações trabalhistas brasileiras.

Infelizmente, vivemos tempos de grande perplexidade e grande decepção com os rumos do nosso País, onde direitos são suprimidos ou negados em nome de programas sociais demagógicos, absurdos e até desumanos. O Governo lida com a cidadania com desfaçatez e prepotência, manipula números e cenários econômicos e sociais para manter o poder a qualquer custo. Desconhece e menospreza a existência de pessoas com discernimento e senso crítico capazes de ter dúvidas e de manifestar opinião.

Inexiste a oposição, a verdadeira sopa de letras em que se transformaram os partidos políticos para nada serve a não ser a defesa de interesses corporativos e pessoais, sempre conflitantes com os interesses maiores da cidadania. Estamos novamente próximos a novas eleições gerais, antecedidas da overdose inebriante da Copa, e estamos literalmente num mato sem cachorro, aguardando o desfile dos marqueteiros e suas promessas mirabolantes. Esse é o funesto e dantesco quadro que se apresenta, até poderemos conseguir mais médicos dentro deste modelo degradante e aviltante, verdadeiramente análogo à escravidão, mas continua se esfarelando nas mãos e ações dos atuais protagonistas uma virtude tão grata a todos nós: a vergonha.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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