Logo Alfaro
Fale com o Alfaro
Promovendo cidadania com informação
banner Alfarobanner Alfarobanner Alfaro

Colunas

Colunista
Voltar

Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


Leia outras colunas



DEMISSÃO

terça-feira, 03 de Junho de 2014 | 12:06

Trabalhar, evidentemente, é uma parte importantíssima da vida. Em condições normais, além de assegurar as necessidades básicas, é fonte de prazer.

Quando somos jovens e, se por acaso tivermos o privilégio de iniciarmos a caminhada nesta etapa, nos lançamos no mercado de trabalho. Num bom número de casos, anos de estudos preparatórios e idealizações são confrontados com uma triste realidade. O castelo construído, gradativamente, tijolo por tijolo, é ameaçado por fatos totalmente inesperados. Assim vemos e, principalmente sentimos, alguns lados obscuros ou adversos em relação ao que nos propomos. Inúmeros rituais, processados de modo consciente ou inconsciente, permeiam negativamente o local de trabalho para quem está ingressando. Conviver com pessoas, o que aparentemente é simples, no fundo, é infinitamente complexo. Cada um com as suas respectivas neuroses e funcionamentos constrói ou defin e a dinâmica grupal da atividade.

Diante das percepções supracitadas, no dia a dia, toda a energia que possuímos, vontade ou ânimo, sofrem um desgaste significativo. Percebemos o óbvio que, em muitas situações, não temos condições, embora queiramos, de remarmos contra a maré. As forças contrárias e preestabelecidas são fortíssimas. Destarte, as tendências a um continuísmo, dificuldades para “mudar uma vírgula”, injustiças, políticas, etc., desencadeiam certo sentimento de impotência e, porque não dizer, indignação. Portanto, tudo aquilo que poderíamos produzir, criar, verdadeiramente, sofre um abalo nada interessante. Neste sentido e, não raro, ao contrário, ocorre uma tendência a considerar e avaliar os problemas como sendo desencadeados por nós. Destarte, cegos, surgem análises equivocadas que desgastam e minam o EU.

Se o que esperávamos não corresponde, a recíproca é verdadeira. Num belo dia, a “falta de sintonia neurótica” é concretizada com um aviso de demissão. Caso exista uma necessidade financeira relevante do emprego temos um problema extra a ser resolvido. Inversamente, uma zona de conforto maior é melhor. As demissões que, no momento, produzem o fundo do poço ou quase, são fichas interessantíssimas a serem valorizadas. Além das questões levantadas que envolvem relacionamentos, direitos afetados, podemos também pensar a respeito do que fazemos e se há ou não uma congruência interna e externa. Em outras palavras, exatamente neste ponto, diversos e novos direcionamentos são cabíveis. “Reformulações” em vários aspectos. Palavra chave.

As frustrações ou decepções, generalizadas ou não, são, como costumo dizer, molas propulsoras. Aprimorar ou até mesmo trocar são verbos imperativos nas relações de trabalho que estabelecemos. Dinheiro, mesmo sendo necessário para todos nós, não pode ser algo caro internamente ou fonte de desprazer contínuo. Demissão, sem sombra de dúvida, sob este ângulo, implica encontro e progressão.


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

Comentários (0) | Indicar um amigo


QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

ENTREVISTAS

O QUE EU LEIO

ÚLTIMAS 10 POSTAGENS


Ouça a Rádio Cultura Riograndina

ARQUIVOS

Alfaro Negócios Imobiliários
WD House

Blog do @lfaro - Todos os direitos reservados