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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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FAZER O BEM

terça-feira, 08 de Julho de 2014 | 09:12

Existem certos momentos que nos fazem pensar e muito. Os avanços tecnológicos propiciam uma panorâmica mundial imediatamente ou quase. O que ocorre em locais longínquos, atualmente, é transmitido para os lares e gera inúmeros sentimentos. As necessidades midiáticas fazem com fatos horrendos sejam visualizados em detalhes, como também, alegrias constatadas. Sendo assim, o lado bom ou mau do ser humano é percebido, avaliado diária e constantemente.

No meio de tantas mazelas vivenciadas, surgem figuras que simplesmente dão aulas de vida em vários aspectos. Alguns, mesmo com o pouco que possuem, dividem. Produzem nos semelhantes uma renovação da esperança perdida. Estimulam almas sofredoras. Para estes, a velha e conhecida frase “fazer o bem faz bem” é uma comprovação. Em análises generalizadas e rápidas, indicam ter diferenciais significativos. Vivem leves e são portadores de “auras atípicas”. Geralmente, são mais saudáveis física e emocionalmente. Não obstante, quando imaginamos “o quanto devemos...”, nos deparamos com a constatação óbvia de que a extensão deste bem é vastíssima. Depende. Para certos indivíduos ter alguém que lhes escute, somente isso, já é o suficiente. Outros são acalentados com motivadores poderosos como um singelo sorriso ou algo engraçado. No fundo, possuímos uma única certeza de que o mínimo desencadeia o máximo. Destarte, enganam-se aqueles que imaginam que somente grandes ações ou mudanças podem ser benéficas.

As crianças, dependentes na sua totalidade, são um belo exemplo de que a bondade, em doses homeopáticas, produz efeitos concretos ao longo dos anos. Salvo raríssimas exceções, tudo aquilo que plantamos, colhemos. Situações de apoio ou ajuda, que nossa memória nem faz questão de gravar, são registradas de forma precisa. Num belo dia, temos colocações de carinho devido ao amor ou tempo despendido. Na experiência clínica, isto é irrefutável. Essas, à medida que crescem, não apagam jamais pontos delicados que atingimos de modo certeiro. É gratificante sabermos que caminhos foram redirecionados por intermédio do vínculo e de “palavras singelas”. Ademais, quando ouvimos muitas vezes que apenas as intenções são determinantes, estamos diante d e um conhecido agente poderosíssimo. O fato do próximo se sentir querido, apoiado e de que se importam com ele verdadeiramente, por si só, é terapêutico, independentemente de “ações práticas fantásticas”. O número de pessoas que se sentem excluídas, abandonadas, apesar de viverem rodeadas, é impressionante. Num mundo totalmente conectado, a solidão é um fantasma corrosivo.

Em suma, fazer o bem é demasiadamente simples. Alcançar o universo psíquico do nosso semelhante, construir pontes afetivas, passa simplesmente pelo verbo querer. A partir do instante que estamos imbuídos a ajudar, seja de que jeito for, todas as dificuldades sentidas previamente são superadas de maneira natural e intensa.


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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