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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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SER OU ESTAR?

terça-feira, 17 de Junho de 2014 | 08:52

Durante a longa caminhada que intitulamos de vida, transcorrem inúmeros momentos que colocam o pensamento em cheque. Quem de nós que, num determinado ponto ou situação de crise, não questionou a própria sanidade? Como esta indagação, surgem várias outras. Em busca de respostas, enquadramentos, rótulos ou diagnósticos foram criados e fornecidos acerca da saúde mental das pessoas. Por si só, ao mesmo tempo em que auxiliam rumos a serem tomados, dependendo, provocam marcas altamente significativas. Muitos indivíduos simplesmente desenvolvem uma crença neste sentido e permanecem submetidos de maneira eterna. Destarte, o que foi colocado durante um “recorte” da existência, passa a ter peso. Muito peso.

Palavras como fóbico, depressivo, bipolar, etc., não deixam, de certa forma, de criar amarras internas. Com a facilidade da Internet que há hoje em dia e a decorrente listagem de possíveis causas e sintomas listados, desencadeia uma tendência, digamos “natural”, de carimbarmos o passaporte do eu para o sofrimento intenso, constante, e, ocasionalmente, permanente. Se “diagnosticados”, portanto, “devemos corresponder de modo devido”. Lembro de um médico que ao receber uma paciente ouviu a descrição extremamente detalhada da sua doença. Confrontando e sendo confrontado contínua e intensamente, teve suas colocações rechaçadas por esta. Apesar de todas as abordagens pertinentes, no final da “consulta”, sem saída, disse para a padecedora q ue permanecesse consultando o “Dr. Google”. No fundo, a queixosa desejava algo ou alguém que confirmasse o que pensava. Não possuía padecimentos e sim “imposições do que achava ter”. O rótulo, previamente formatado, desencadeou a certeza de que “era assim”. Portanto, a conclusão impossibilitava quaisquer colocações racionais ou coerentes. Identidade formatada. Inferno psíquico criado.

Existe uma enorme diferença entre ser e estar doente psiquicamente. Não é, absolutamente, igual. Um recorte ou parte, não pode e não deve justificar o todo. Caso isto ocorra, perdemos a capacidade de avaliarmos cuidadosamente as diversas teias estabelecidas. Esquecemos ou rejeitamos intrinsecamente a crença, sob outro ângulo, acerca da capacidade que possuímos de alterarmos as nossas mazelas emocionais. É imprescindível observar se, em linhas gerais criamos, podemos desfazer, recriar, redirecionar... Sem dúvida, a força para isso está em algum lugar do cérebro escondida ou acobertada. Ademais, até vários casos que implicam perda da realidade e que são considerados complicadíssimos, atestam a referida capacidade. Não obstante, se porventura ocor rer uma impossibilidade de mudanças nestes moldes é o princípio básico que auxilia qualquer ajuda psicoterápica. Termos a certeza de que “estamos e não somos” é importantíssimo. O referencial “tempo”, o grande senhor, somado a retomada da autoconfiança, precisam ser reconsiderados e valorizados.


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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