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Alberto Amaral Alfaro
Advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.


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Homens fazem sexo, mulheres fazem amor

segunda-feira, 28 de Julho de 2014 | 10:33

Esta frase, tantas vezes repetida, contestada e defendida, que resume uma posição mundialmente consagrada, foi forjada e lapidada pelas mulheres contemporâneas, que dominam praticamente tudo nos últimos tempos.

É titulo do livro do casal de australianos, Allan e Barbara Pearse: “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?“, que, além de tornar-se um bestseller, transformou-se em um filme e também incentivou-os a escrever o também tendencioso: “Porque os homens mentem e as mulheres choram?”

Óbvio que essas obras são meramente mercantilistas e tentam sugerir que os homens são práticos, frios e calculistas e as nossas companheiras sentimentais, emocionais, etc.Não obstante, é incontestável que nessas propostas existe um viés científico e bem humorado das nossas diferenças e contemplam avanços da ciência e da evolução humana que são muito bem-vindos. Ganhou tanta força que virou uma tese, um movimento que se consolida, também, em consultórios de analistas e psicólogos.

Essa discussão nos leva aos homens das cavernas, que arrastavam suas presas pelos cabelos, para lá, indefesas, serem possuídas. Se iam nesse rudimentar transporte, óbvio que iam contra vontade, literalmente à força. O sexo era para a manutenção da espécie, procriação, visto ao contrário era pecaminoso.

Essa situação, infelizmente, perdurou por milênios e ainda se constata em culturas atrasadas e preconceituosas, especialmente por motivações religiosas. Na primeira metade do século passado, o Dr. Alfred Kinsey, cientista americano, pesquisou e revelou questões que foram fundamentais ao resgate de uma posição mais equânime sexualmente entre homens e mulheres. Lembro que o orgasmo, ápice de uma relação sexual, foi até pouco tempo privilégio dos homens, não cabendo às mulheres sequer discuti-lo, reivindicá-lo. Hoje, felizmente é matéria discutida abertamente e tratada, quando for o caso.

Esse processo andou tão rápido que hoje quem controla, define e dá as cartas na questão sexual são as mulheres, o que me leva a pensar que essa história de que nós fazemos sexo e elas amor não passou de uma mórbida estratégia para nos penalizar, resgatando uma conta, um contencioso de milênios. Fosse essa tese verdadeira, não existiriam tantos adultérios e traições protagonizados por iniciativa das mulheres que, infelizmente, estão cada vez mais parecidas conosco, a quem sempre foi atribuído esse pernicioso comportamento. Vejam que essa evolução foi tão rápida e surpreendente que desapareceu do cenário relacional a antiga: ”discussão da relação”, costumeiramente levantada pelas mulheres. Hoje algumas discussões a respeito são de iniciativa masculina, mas tal qual no passado, são rechaçadas com veemência. Efetivamente estamos pagando a “mula roubada”, parece um complô internacional, intergaláctico, talvez.

A situação é tão complicada que recentemente foi divulgado no tabloide britânico,jornal Dayly Mail, o caso de um casal europeuem que o marido frustrado pelas negativas da mulher em fazer sexo, aproveitou a viagem da esposa para lhe enviar um e-mail contendo uma planilha contemplando todos os dias do mês de junho deste ano, onde registra todas as negativas e os motivos. A mulher, raivosa, tentou ligar-lhe antes do embarque, semsucesso.Resolveu, como retaliação, compartilhar a tal planilha no Reddit. Embora respeitando o anonimato do casal, a mulher criou uma polêmica que ganhou repercussão internacional e não serviu de nada para os protagonistas, só aumentou o contencioso. Sabe-se que no registro foram assinaladas três relações no período, e que as motivações para o “não” foram as de domínio internacional: dor de cabeça; cansada, levantar cedo, dormir tarde, bebi e comi muito, etc. etc. Não é minha intenção apagar esse incêndio colocando mais combustível, afinal as coisas andam muito feias para os homens em termos de sexo, mas uma advertência é indispensável: “Preparem-se, as coisas, que não andam boas, podem piorar”.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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