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FUNDOS DE PENSÃO DE ESTATAIS SINAL AMARELO/VERMELHO ACENDEU!

terça-feira, 08 de Julho de 2014 | 09:14

A farra, no Brasil, com superfaturamentos de obras custeadas com o dinheiro público é conhecida do mundo todo. É uma doença como a inflação, como o alcoolismo, não tem cura, exige abstinência. Não pode haver meio termo! Mas é o que mais ocorre em Pindorama.

Alguns entes privados, como os fundos de estatais, patrimônio de seus trabalhadores, imaginava-se, estariam à salvo da sanha desmedida por recursos fáceis. Ledo engano!

Ronaldo Tedesco, que representa os trabalhadores da Petrobrás no fundo “PETROS”, patrimônio dos trabalhadores da petroleira, não deixa dúvidas ao afirmar que “ Os investimentos são de interesse do governo, que se aproveita da influência sobre os fundos”.

E critica os investimentos do Petros na Invepar ( Petros, Previ, construtora OAS e FUNCEF ), sócia do consórcio que levou o aeroporto Guarulhos com ágio astronômico e sem retorno à vista devido às exigências contratuais na primeira fase da concessão. Segundo os auditores da Caixa, a empresa ganhou a concessão da BR-040 ( Brasília-Juiz de Fora ), cujo retorno está R$200 milhões abaixo da meta atuarial, considerado os últimos 3 anos. Ronaldo Tedesco disse ainda que a construtora OAS é beneficiada, pois participa de concorrências públicas ancoradas nos fundos e reclama, em nome dos trabalhadores da Petrobrás, que o Petros aplicou cerca de R$300 milhões na Lupatech ( prestadora de serviços no segmento de petróleo ) e que a empresa está em situação de falência. Como se isto não bastasse, há aplicações do Petros em bancos em dificuldades, até os paralelepípedos de nossa cidade sabem, como o Cruzeiro do Sul e no Grupo Galileo, da Universidade Gama Filho, que faliu.

Há fundos que amargam prejuízos e/ou não obtém o rendimento mínimo ( meta ) projetado, como o FUNCEF(CEF) e o PREVI(BB), dentre outros.

O Presidente do FUNCEF ( Carlos Alberto Caser ) já avisou à CEF e aos funcionários que “sua mãe subiu no telhado”, ou seja, há necessidade de aporte de recursos pelos empregados e pela Caixa para cobrir o déficit.

Em 2012 o déficit dos fundos de pensão foi de R$9,07 bihões; e em 2013, de R$21,86 bilhões.

Há fiscalização? A Previc ( Sup. Nac. de Previdência Complementar ) foi criada para ser o xerife dos fundos de pensão. Mas é muito criticada nos bastidores do governo. Segundo fontes da área econômica, a Previc tem uma atuação tolerante com as entidades e seus dirigentes.

Minha opinião: Como dizemos no sul, cumprimentar com o chapéu dos outros, é fácil. E minha certeza: Os trabalhadores, como soe acontecer, pagarão mais esta conta, seja em aportes e/ou redução de ganhos de aposentadorias. Temos o governo que merecemos!

Economista*


Escrito por Nerino Dionello Piotto

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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