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PERDAS E GANHOS

terça-feira, 15 de Julho de 2014 | 10:46

Um dia antes do final da copa, solicitei uma carona a um casal de amigos. Comentei que precisava escrever no dia seguinte e ainda não tinha definido o tema. Rapidamente, tive como empréstimo o título acima. Sem dúvida, sugestão devida ao consciente coletivo fruto da enorme frustração com o resultado obtido na nossa casa. Rostos de certas crianças e adultos nos estádios em prantos eram o reflexo de uma “nação” abalada internamente. Idealizamos e, não sendo correspondidos, até a alma sofreu intensamente.

 

Costumo dizer que, desde o instante em que levantamos, salvo raríssimas exceções, devemos lidar com as frustrações inerentes do cotidiano. Mesmoque queiramos, não temos condições de que a totalidade saia de acordo com o que desejamos. As formas de lidarmos com isso são determinantes em inúmeros aspectos. O mundo poderá ser azul ou cinza. Determinados indivíduos, quando enfrentam o menor revés, se desesperam, caem numa tristeza significativa podendo, ao longo do tempo, desenvolver uma depressão. Sentem-se incapazes de modificarem ou lutarem com quaisquer vírgulas que representem adversidades no sentido de satisfazerem alguma necessidade. Outros, ao contrário, apesar da dor avassaladora pensam e reformulam respostas ou saídas. Buscam cami nhos diferenciados. Fazem exatamente do que poderia representar o caos a mola propulsora para redirecionamentos.

 

Esporte é vida. Vários ensinamentos são aprendidos ou vivenciados. Um segundo, dependendo da modalidade esportiva, quando alcançado, representa todo um enfrentamento ou dedicação. Assim, desistir não é um verbo nem sequer cogitado. Os louros de uma vitória, não raro, implicam sangue e dor. O bálsamo para tanto sofrimento é encontrado no momento do pódio, na alegria que contamina.

 

A existência, em doses homeopáticas, cobra preços. Se postergarmos objetivos, simplificarmos passos que são imperativos, se “deitarmos em berço esplêndido” esperando somente a ajuda de fatores externos ou, em outras palavras, a sorte aparecer, estamos fadados, tudo indica, a absolutamente nada. Somos um produto de nós mesmos. Sucesso e reconhecimento social não surgem do nada. Histórias bem sucedidas, onde existiram todas as chances do mundo para que fossem desencadeados e percorridos caminhos tortuosos, frutos de derrotas ou frustrações, são comprovações de que condições desfavoráveis impulsionam verdadeiros encontros e conquistas.

 

Chorar por um fracasso é algo natural, faz bem. Nem todas as pessoas possuem defesas que impeçam o comportamento. Nem devem. Porém, as mesmas lágrimas que percorrem o rosto, podem criar uma “raiva positiva”. Não aquela que destroça o eu ou o próximo pelo insucesso, mas que, diante das cinzas, retomam a esperança de que a superação de dificuldades é perfeitamente possível. Portanto, desenvolver crenças mais realistas, conscientes e positivas em relação a si próprio, associando estratégias diferenciadas, torna-se fundamental.


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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