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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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AS IDAS E VINDAS DOS FILHOS

terça-feira, 06 de Janeiro de 2015 | 18:01

AS IDAS E VINDAS DOS FILHOS

Quando os filhos são pequenos, inúmeros esforços paternos buscam na adolescência final uma independência. Sem dúvida, este desejo vai crescendo gradativamente. O rompimento, embora doloroso, implica crescimento psíquico e, portanto, pessoal. Os rumos, num determinado momento, entre outros aspectos, já não são direcionados conjuntamente. Num belo dia, a ruptura do vínculo ocorre. Lutos generalizados. A distância geográfica, em muitos casos, apesar dos avanços tecnológicos facilitarem um pouco, gera saudades inegáveis.

Conforme o supracitado, o calendário é estudado criteriosamente com a finalidade de que todos os envolvidos sejam favorecidos. Em palavras diferenciadas, feriados, férias, recessos, são aliados favorecedores do reencontro. O que deveria ser uma fonte de felicidade plena, não raro, começa a mostrar detalhes que, até então, eram desconhecidos. Os pais, já acostumados com a “separação monitorada”, recebem o filho um tanto quanto diferente. Este, por sua vez, desfrutando do desligamento quase pleno, questiona normas, regras ou costumes da casa. A personalidade que, até então era conhecida, começa a mostrar facetas exacerbadas ou inusitadas. Certos pontos funcionam, mas, digamos, com “areia nas engrenagens”. Lembro-me da colocação de uma mãe que se queixava da “nova bagunça” desencadeada pela f ilha, estudante em outra localidade, quando estava na condição de “visita”. Sem esta saber, tinha alguns lados internos que desejavam que retornasse. Em princípio, parece estranho e podemos pensar até mesmo em dificuldades sérias no elo. Não, absolutamente. Nada grave ou notório observado. Simplesmente uma nova dinâmica foi estabelecida e, portanto, algo que deve ser elaborado por ambos. Pais numa situação de maior “liberdade”, preocupações não tão intensas ou frequentes que foram afetados com intempéries relevantes.

Talvez seja complicado para os progenitores verem o filho “independente”, com os seus gostos pessoais e desejando tenazmente a aceitação destes. O que deveria transcorrer tranquilo acaba ocasionando um grau de estresse no âmbito familiar. A sensação de estranheza que ocorre é geradora de sentimentos indesejáveis. Geralmente culpas não aceitas, pela vontade do afastamento, podem ser desencadeadas do modo mais natural possível. Pais considerando os filhos chatos e o inverso também verdadeiro. O “vem pra cá”, cedo, no pensamento, é substituído por um “vai pra lá”.

Ambivalências são normais. Nem sempre uma aura perfeita acontece nos relacionamentos. Para os pais, é incrível observarem modificações na dinâmica com os filhos num curto espaço de tempo. Sendo assim, as adaptações demoram um pouco para que uma zona de conforto “total” seja criada novamente. A única certeza é de que bases sólidas, fundamentadas no amor, vencem as referidas “incompatibilidades”.


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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