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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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CONCURSOS?

quinta-feira, 04 de Dezembro de 2014 | 10:06

Antigamente, a aprovação em um concurso era o desejo de uma quantidade significativa de pessoas. De certa forma, havia o condicionamento neste sentido que, no fundo, representava segurança. Os objetivos almejados: estabilidade e bom salário. Hoje, ainda é interessante para vários, embora aspectos peculiares tenham sido modificados substancialmente. Entre eles, o número absurdo de candidatos por vaga e uma remuneração relativa, salvo raras exceções, para cargos disputados acirradamente. Por outro lado, chama atenção a disparidade financeira existente entre determinados empregos oriundos de concursos e demais segmentos do mercado. O grande paradoxo observado é de que várias profissões que requerem um menor preparo são remuneradas de maneira condizente. Portanto, o “ouro” atraente, que tanto brilha, e m parte, deixa a desejar.

Enfrentamos, no que se refere a empregos, ummomento dificílimo. Hánecessidadede uma qualificação profissional constante e, mesmo assim, esta não é um certificado ou garantia de se obter uma vaga. Deste modo, os concursos são uma espécie de “saída mágica” para o problema, apesar da dificuldade do ingresso. Destarte, questionamos o jeito encontrado para tal. Trabalhar uma vida inteira naquilo que não satisfaz “plenamente”, no mínimo, é complicado. Abdicar dos sonhos em prol de uma facilitação, semdúvida, gera sequelas psíquicas e externas. Não obstante, no mundo contemporâneo, observamos o óbvio, ou seja, resultados esperados demandam anos de esforço, dedicação e tenacidade. Em outras palavras, os concursos não são a única possibilidade existente no sentido de uma afirmação profissiona l. O que pode ser bom para certos indivíduos, não necessariamente, é para outros.

É claro e notório que muitas das decisões tomadas na busca pelos concursos estão atreladas a sensações pessoais de incapacidade no que tange ao enfrentamento do mercado. Pensamentos mais negativos acerca do potencial interno, como também as constatações dos dados de realidade, minam a alma. Crenças contraproducentes e prejudicais de trilharem um caminho sem a dita “estabilidade” são corrosivas. Diversos jovens acham que não possuem as mínimas condições, sem ao menos terem tentado durante um tempo. Certeza gerada do nada. Associado a isto, a ânsia financeira, frequentemente, gera o impulso. Simplesmente faz com que tomemos decisões equivocadas. Ademais, áreas totalmente incongruentes com a formação são buscadas. Esperar, acreditar, apostar, não são verbos utilizados costumeiramente. Tudo é desejado para “ontem” ou quase.

Resumindo, devemos sempre questionar o que realmente almejamos para desenvolver ao longo da existência. Em tese, uma sintonia é imperativa entre aquilo que somos e o que oferecemos ao nosso semelhante. Indubitavelmente, ser aprovado num concurso qualquer, não representa, no todo, “felicidade”.


Escrito por Dr. Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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