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As Velhas doutrinas e o fumo se misturam as novas ambições humanas

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014 | 13:55

O tabagismo há alguns séculos era visto como um desvio de conduta e, esse foi o maior motivo de muitos homens entrarem na luta contra o fumo. O desprezo por esse comportamento dos fumantes era maior que os efeitos nocivos a saúde, provocados por esse vegetal em combustão.

No ano de 1590. O papa Urbano VII, que apenas teve o papado de 13 dias advertiu de forma áspera e até ameaçou excomungar quem fumasse tabaco na entrada ou no interior de uma igreja, quisera o tabaco fosse mascado, fumado em um cachimbo, ou, em pó cheirado pelo nariz. Ele, como tantos outros repudiavam quem saboreava os prazeres do fumo. Fonte: Obra; Nicotine de Jack E. Henningfield, 1985.

Mais tarde esse comportamento veio a tornar-se parte de um movimento antitabagismo e algumas cidades européias abraçaram a causa da proibição ao fumo. Dentre elas Baviera e algumas cidades na Áustria e, também Ducado da Alta Saxônia, isso no final do século XVI. Em seguida, outras regiões aderiram ao movimento.

Porém, a grande marca do movimento da era moderna deu-se na Alemanha, no período de Adolf Hitler. O Partido Nazista proibiu o fumo em todas as universidades, escolas, correios, hospitais militares e escritórios. A proibição não foi feita simplesmente sob os olhares da repressão nazista, e sim, nesse período houve uma atenção especial para o uso do tabaco e os males causados por esse vício. Assim, Hitler promoveu, em 1941, a criação do Instituto de Pesquisa dos Perigos do Tabaco. A administração deu-se pelo Dr.Karl Astel. Fonte: httr://ije.oxford.org/content/30/1/31.full.

Contudo, imagino o quão preocupado Hitler estava com a vida alheia. Pois, neste ano em meio a Segunda Guerra Mundial, teve início a perseguição aos judeus, que espalhou-se por toda a Europa ocupada pelos nazistas onde Hitler liderava as maiores atrocidades entre os homens, que envolveu trabalhos forçados, fuzilamento em massa e campos de concentração, que eram a base daquilo que Adolf chamava de purificação da raça alemã idealizada pelo próprio ditador, de pátria austríaca.

Porém, o meu assunto aqui não é o tabaco. Mas, os movimentos que mudam os conceitos e modificam a nossa forma de pensar e de nos comportar diante de doutrinas filosóficas. Debruço-me na história para refletir sobre o homem e suas ambições, nos políticos e suas doutrinas, nos partidos e suas bandeiras, que visam anuviar as mentes mais fanáticas e assim adentram ao cérebro humano até transcender ao pensamento pífio, aqueles que apenas os que não sonham possuem. Lá alojadas, as idéias desses monstros arruínam a razão e fundem-na com a ambição.

Se olharmos para os atuais movimentos sociais perceberemos que há outros Hitlers nos fazendo acreditar que querem o nosso bem. Que estão dando-nos a tão sonhada liberdade. Pois é! Somente por perturbação mental se aceita ver o País ruir aos nossos pés e, em meio à poeira, aceitar discursos políticos falarem em grandezas sociais. Hoje nossos líderes choram ao falar dos familiares das vítimas da ditadura militar, como se hoje não houvessem vitimas do Estado.

No entanto, desprezam os familiares das vítimas da violência urbana, que não foram amparadas pelo Estado. Da mesma forma, o fazem com as famílias dos pacientes que morrem empilhadas nos corredores dos hospitais brasileiros vítimas desse mesmo Estado.

E as mesmas lágrimas que derramam com toda a hipocrisia, as enxugam para dizer com sorrisos, aos quatro cantos, que o Brasil é um país em crescimento. Um líder político filósofo moderno faz isso sem culpa, mas, desde que sua conta bancária esteja farta e, de preferência, esteja em algum banco Suíço ou Búlgaro.

Assim agem os líderes dos partidos políticos, idealistas por egoísmo e, não por convicção. Vivem das mentiras bem articuladas em causas próprias, apenas as endossam com obras canonizadas de grandes filósofos e doutrinadores. Lá por traz do Estado Democrático de Direito se escondem para dividir o esbulho do erário, enquanto nossas cadeias e presídios abrigam os eleitores despreparados, criminosos de quinta categoria, que defendem o sistema republicano. E, por lá, não lhes falta o fumo, de nenhuma espécie e são livres para fumar.

 

*Professor e corretor de imóveis


Escrito por Nery Porto Fabres

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natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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