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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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SUPERAÇÕES DOS FILHOS

sábado, 23 de Abril de 2016 | 11:39

Os papeis de pai ou mãe são uma verdadeira arte. Quando há uma consciência, as preocupações inerentes no que se refere aos filhos, são constantes e intensas. Desde o momento do nascimento e, arriscamos dizer, para o resto da vida, sempre há uma ponta de “intranquilidade”. A sensação que temos é de que, mesmo quando se tornam independentes, a nossa responsabilidade permanece quase que inalterada. Evidentemente, desejamos o melhor e queremos também diminuir as nossas inquietações.

 A experiência clínica mostra, dia após dia, o desejo consciente e inconsciente de propiciar para os descendentes, o mais cedo possível, uma zona de segurança no meio de tantas inseguranças do mundo contemporâneo. A tão indicada paciência, nem sempre, é respeitada ou valorizada. Não raro, desejamos respostas que, num determinado momento, não são possíveis ainda. Temos pressa, muita pressa. Destarte, questionamos a educação que propiciamos, assim como o potencial apresentado ou visualizado. O tempo simplesmente passa e não observamos mudanças reais ou significativas. Pensamentos mais negativos ou pessimistas são uma consequência absolutamente natural. Angústias. Por outro lado, como companheiro indesejável, culpas por possíveis falhas cometidas.

 Na verdade, não temos o mesmo funcionamento que os nossos filhos ou vice-versa. Comparações feitas com o passado e o modo como emitimos respostas em função das várias situações que nos foram apresentadas, frequentemente, implicam o esquecimento de que a realidade atual é totalmente diferente. A dura complexidade de aspectos envolvidos é decepcionante e desestimulante. Não obstante, por mais que tenhamos plantado boas sementes, dependemos de um “click” interno deles para que germinem. Essa tomada de consciência e o decorrente verbo agir estão interligados das mais variadas formas. O óbvio é que as mesmas “receitas” apresentam resultados em épocas diferentes entre irmãos. No fundo, é algo bastante relativo.

Rótulos depreciativos desenvolvidos no âmbito social, como também, no meio familiar, minam o autoconceito. As superações, sem dúvida, necessitam de um primeiro passo. Quando dado, desencadeia a autoconfiança necessária para que outros sejam viabilizados. Muitas vezes, nem a própria pessoa é sabedora de toda a capacidade que possui. Sendo assim, quem tinha “tudo para não dar certo” apresenta uma surpreendente capacidade de triunfar em relação aos obstáculos da existência. Doce constatação.

 Interessante e emocionante o momento em que notamos o estalo supracitado. Quando tudo parece aquém do desejado, algum fator, mesmo que não entendido suficientemente bem ou na totalidade, gera as alterações necessárias e o consequente crescimento interno e externo. Temos assim, a confirmação de todo um processo positivo que demorou anos para ser atingido. Como consequência, minimizamos as ansiedades acerca da nossa paternidade ou maternidade. Relaxamos.


Escrito por Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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