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O SENTIDO DA VIDA

sábado, 23 de Abril de 2016 | 11:43

Nascer, viver e morrer é o ciclo inevitável. Ao longo da experiência clínica vamos, em doses homeopáticas, associando a teoria à prática. As dinâmicas individuais e grupais são verdadeiras aulas diárias de vida. Detalhes relatados e que compõem as aflições humanas nos dão uma dimensão imensurável do todo. O óbvio é que, assim como ajudamos, somos ajudados. Reformulamos e enriquecemos vários dos nossos conceitos nessa ciranda de intenso aprendizado recíproco. Nos tornamos pessoas melhores.

No meio de tantas queixas comuns, pertinentes à essência, uma, em especial, é relativamente frequente e extremamente profunda: o sentido da vida. Questionamento eterno que, sem sombra de dúvida, permeia o pensamento de quase todos nós. Talvez esse seja o alicerce necessário para qualquer construção da alma. Num curtíssimo espaço temporal, a partir da aquisição do nosso pensamento abstrato, quando deixamos de ver e valorizar somente as coisas concretas, somos instigados, naturalmente, a filosofar sobre as relações que estabelecemos com o mundo. Relações essas que estão atreladas di reta ou indiretamente a tão sonhada “felicidade”. Vamos além. Venturosos aqueles que, muito cedo, conseguem estabelecer caminhos ou projetos existenciais no meio de uma infinidade de opções disponíveis. A sensação que passam é de um encontro desencadeante de leveza, irradiada e sentida por aqueles que se encontram ao redor. Até mesmo pessoas humildes são sábias e conduzem a existência virtuosamente. Ao contrário, temos indivíduos que funcionam de modo “mecânico” e nem sequer querem ter o trabalho de tentar descobrir as suas próprias verdades e metas. Vivem frustradas, tristes em simples repetições diárias que não as satisfazem nem um pouco. A falta de sintonia interna faz com que vejam a realidade de maneira bastante sombria. Destarte, essa é má, persegue e ataca. Em decorrência disso, viver não possui uma finalidade ou utilidade.

Difícil imaginarmos realizações destituídas do próximo. Como seres humanos e, em condições normais, precisamos visualizar e, principalmente, sentir o bem que desencadeamos. Esse “alimento”, portanto, passa a ser básico ou imperativo. Da atividade mais simples a mais complexa, temos de ir ao encontro do prazer que, por sua vez, implica algum grau de auxílio em relação ao semelhante. Devemos amar profundamente das mais variadas formas.

Encontrar um sentido que “justifique a existência” requer lutas ferrenhas. No mínimo, esforços, elaborações de lutos e honestidade. Ao invés de ficarmos responsabilizando as incontáveis facetas negativas que nos deparamos dia após dia, culparmos constante e cegamente o universo, a inegável neurose humana, entre outros, precisamos exercer a nossa capacidade de julgamento, dedução ou concepção acerca do nosso eu e dos fatos. Meditar, pensar insistentemente, concretizar, são verbos que são pouquíssimos usados no mundo contemporâneo, porém, fazem toda a diferença.


Escrito por Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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