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Diário

Liberação da Maconha: O Uruguai e a vanguarda do retrocesso

segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013 | 12:09

Após marchas e contramarchas, o Senado do Uruguai aprovou a legalização da produção, distribuição e venda da maconha sob controle do Estado, sob os olhares preocupados do mundo inteiro. Uma das últimas argumentações do folclórico Presidente do Uruguai, Jose “Pepe” Mujica, descortina a verdadeira razão dessa busca desenfreada por um protagonismo internacional em cima de uma experiência já feita e refugada na Europa, em países como a Holanda e a Suíça. Disse o ex-guerrilheiro: “Não defendo a maconha. Gostaria que ela não existisse. Nenhum vicio é bom. Pedimos ao mundo que nos ajude a fazer essa experiência sociopolítica diante de um problema grave que é o narcotráfico. O efeito do narcotráfico é pior que o da droga”.

Óbvio que o pequeno Uruguai, tão caro a mim por ser a terra natal de meu saudoso Pai e Avôs paternos, não recebeu de algum organismo internacional essa incumbência, menos o ateu Presidente Uruguaio alguma missão divina, por motivos óbvios. Na realidade a decisão dos que comandam a política no país vizinho é ideológica e busca, tal quais outros bolivarianistas, uma oportunidade de negócios. Pasmem, o chanceler uruguaio, Luis Almagro, referiu com entusiasmo que aumentou nos últimos dias a busca de informações sobre como obter visto de residência devido a legalização do uso da droga. Turismo da maconha? É triste ver um país tão belo e com índices tão significativos de IDH, ser submetido a um protagonismo criminoso.

De outra banda, a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes da ONU lamentou a legalização da maconha e voltou a dizer que a decisão viola as normas internacionais. Nós brasileiros, com estimados 10 milhões de viciados e 10 mil quilômetros de fronteiras secas com todos os produtores de cocaína, sofreremos reflexos ainda não imagináveis, mas com certeza catastróficos. O Deputado Federal Osmar Terra (PMDB-RS), médico e ex-Secretário Estadual da Saúde é o maior expoente brasileiro na luta contra essa medida e tem alertado, inclusive no próprio Parlamento uruguaio, sobre a epidemia de outras drogas bem mais letais, mas que têm como porta de entrada o consumo da maconha. No RS são 13 as cidades fronteiriças com o Uruguai e quem viaja pela região já conhece os métodos que utilizam as autoridades uruguaias para “agilizar e minimizar” os contratempos fiscalizatórios.

Essa polêmica está apenas começando, o Uruguai é o primeiro país no mundo a adotar legislação tão flexível. Não obstante, a verdade precisa ser dita. Não podemos admitir argumentos politicamente corretos quando o que está em jogo é a vida das pessoas. O hediondo mercado de drogas está dizimando a juventude. Ele avança e vai ceifando vidas em todas as camadas sociais e econômicas, uma verdadeira pandemia.

Infelizmente o uso da maconha é considerado inofensivo por muitas pessoas, inclusive profissionais da saúde, o grande problema é como controlar essas exceções. Até benefícios à saúde causados pelo THC, principal substância psicoativa encontrada nas plantas do gênero cannabis, são registrados por órgãos internacionais de controle de drogas.

Preocupo-me com a crescente onda de glamourização da maconha, especialmente pela autodenominada “Geração 4:20”, uma referência a 20 de abril, data escolhida para ser o dia mundial da maconha. Espero que o Governo Brasileiro esteja bem atento aos desdobramentos dessa atabalhoada decisão do Uruguai e saiba criar mecanismos que miniminizem os efeitos dessa liberalidade, que aproxima cada vez mais dos nossos lares, das nossas escolas o “mal do milênio”, que é o uso das drogas.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Tony Blair aponta caminhos para o Brasil, bom seria que todos o escutassem.

sexta-feira, 06 de Dezembro de 2013 | 00:33

Tenho afirmado permanentemente que o período das grandes invenções e teorias já passou em todos os sentidos. Com tudo que dispomos em termos de experiências e conhecimento, basta-nos a racionalidade e a humildade para buscarmos, onde se encontrarem, as soluções para as nossas demandas. Os meios e mecanismos estão aí ao nosso dispor, universalizados.

Falo, obviamente, da Globalização, esse fenômeno maravilhoso que disponibiliza a todos, democraticamente, processos econômicos e sociais e estabelece, informalmente, uma integração entre países e pessoas, numa rede de conexões que eliminam distâncias e burocracias, facilitando a vida de todo o mundo.

Pois bem, neste artigo trato aspectos relacionados à palestra proferida no último dia 4 de dezembro, em Porto Alegre, pelo ex-Primeiro Ministro britânico Tony Blair, que chefiou o governo inglês de 1997 até 2007, e que veio ao Brasil a convite da Laureate International Universities, rede global de instituições acadêmicas privadas. Para 10.000 alunos da UniRitter, professores e convidados, Blair discorreu sobre o tema: “Globalização: desafios, oportunidades e o papel das lideranças”.

Liderança mundial reconhecida, Tony Blair estima que o Brasil seja uma das maiores potências do mundo em 20 anos, desde que mude muito, e elencou cinco lições a serem perseguidas por nós para efetivamente estabelecermo-nos neste novo cenário global.

A primeira é relacionada à qualidade do governo e dos governantes. Considerando a facilidade de acesso às informações, a população tem melhores condições de entender o que precisa ser feito e avaliar como isso está sendo atendido. Leis justas e previsíveis, sistema de comércio aberto, infraestrutura e ausência de corrupção complementam este tópico.

Em segundo lugar, sugeriu que se pense o mundo como um organismo único e que estejamos abertos à cooperação. A educação é o fator de desequilíbrio entre os povos. Para a nação ter sucesso. os lideres precisam estar atentos a isso. Reconheceu que a reforma da educação, embora seja a mais importante das reformas propostas, é a mais difícil a ser realizada e recomendou perseverança. No quarto item, sem intrometer-se na política brasileira deu um toque que nos cala profundamente, disse o líder global, tomando como exemplo sua própria nação: “O Brasil será um dos líderes no mundo, mas terá que se posicionar e decidir sobre suas alianças, o mesmo já foi feito inúmeras vezes pelo Reino Unido desde o período renascentista (entre os séculos XIV e XVI)”.

Falou que a conectividade é imperiosa e disponibiliza tudo o que existe no mundo aos que quiserem ver, repetindo que: quanto mais você se conectar, melhor você será. Defendeu, com limites consensados internacionalmente, a vigilância por questões de segurança e a de inteligência. Por último, disse estar constatando com alegria que o período que vivemos, século XXI, está menos baseado em ideologias, e que isso vem, obviamente, na força da globalização e do efeito transformador da internet. A diferença entre esquerda e direita é a mesma entre mentes abertas e fechadas, ou seja, há quem veja em todo esse processo oportunidades, outros, infelizmente, só enxergam ameaças. O recado foi dado, não é uma receita de bolo, mas o interlocutor tem expertise comprovada e consagrada mundialmente, bom dar uma olhada.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Pedalando pela vida. Empresário serve de paradigma

segunda-feira, 25 de Novembro de 2013 | 16:39

Nós sempre andamos a busca de soluções para todos os nossos problemas. Costumo afirmar que é muita pretensão querer descobrir em 2013 alguma novidade, já que com a universalização das comunicações dispomos de praticamente tudo o que necessitamos na internet. Apesar deste meu entendimento, somente dias atrás, em contato com um empresário riograndino, tomei conhecimento dos benefícios do uso da bicicleta para a saúde, para o lazer e para a vida.

A bicicleta é o meio de transporte mais usado no mundo, paradoxalmente no nosso País, em que pese o nosso status de terceiro-mundista, estamos literalmente de costas para este modal, em termos de planejamento urbano e de mobilidade. Nossas ruas e estradas tornam isso muito claro. Consta que as primeiras concepções desse meio de transporte remontam a 2.500 anos na China, já os traços da versão atual são do gênio Leonardo da Vinci, inventor italiano, que os criou lá por volta de 1490, da nossa era.

O cardiologista João Vicente da Silveira, em matéria disponível nos meios sociais, diz: “Como toda a prática esportiva, o ciclismo traz grandes benefícios ao organismo e ao coração de uma forma global e integrada. E vale lembrar que é fundamental a utilização de trajes e equipamentos apropriados à prática do esporte, como o uso de capacete”. Elenca, também, as 10 principais vantagens em andar de bicicleta: 

Combate estresse e depressão: As contrações cardíacas tornam-se mais eficazes e, com isso, o sangue chega mais rapidamente ao cérebro, diminuindo, assim, a incidência de ansiedade, angústia e depressão. 


Melhora relações sexuais: Como ocorre uma tonificação dos vasos das coxas e das pernas, a irrigação sanguínea nos órgãos genitais e vasos pélvicos é intensificada, o que colabora com uma melhor ereção peniana e aumenta a lubrificação vaginal, levando a uma relação sexual prazerosa. 

Emagrece: Combinadas a uma dieta saudável e com baixas calorias, as pedaladas auxiliam na perda de peso, no controle de peso, além de favorecer o emagrecimento, reduzindo a gordura corporal. 

- Faz ser mais feliz e ter bom sono: O ato de pedalar estimula a liberação das endorfinas (morfinas endógenas - que fazem com que o indivíduo seja mais feliz), aumenta também os níveis de serotonina (o chamado hormônio da felicidade), gerando o relaxamento, fatores essenciais para um sono saudável. 

Reduz colesterol e triglicérides: Com a prática constante do ciclismo, ocorre consumo das gorduras e diminuição do colesterol total e LDL (colesterol ruim), além dos triglicerídeos. 

Evita o infarto: Ocorre também diminuição da glicemia, controlando o diabetes, que é fator de risco para a formação da placa aterosclerótica, que leva a angina e ao infarto agudo do miocárdio.

Diminui a pressão arterial: Pedalar com frequência tonifica os vasos sanguíneos (artérias e veias) e faz com que eles relaxem mais facilmente, contribuindo com a diminuição da pressão arterial, que é um importante fator de risco para doenças coronarianas. 

Aumenta a imunidade: com a melhora na contração cardíaca, o sistema imune fica estimulado e eleva a produção de glóbulos brancos, ajudando o organismo a defender-se de vírus e bactérias. 

Melhora a Respiração: O esforço das pedaladas aumenta a frequência cardíaca, melhorando oxigenação dos pulmões e dos tecidos. 

Garante boa forma e fôlego de atleta: A prática recorrente do ciclismo tonifica os músculos das pernas, além de aumentar o desempenho aeróbico e cardiovascular.

A motivação para este artigo veio através de um contato com o Empresário Riograndino Nagib Ahmad, que solicitou a divulgação de uma etapa do Campeonato Zona Sul de Montain Bike, que se realizou na Ilha dos Marinheiros, nesta Cidade, com um circuito de 23 km. Ao contatá-lo para obter maiores informações sobre o evento, descortinei um verdadeiro “case” materializado na experiência pessoal de Nagib, que multiplico com a intenção de que outras pessoas possam compartilhar. Há seis meses, aos 51 anos de idade, com 1,72m de altura e vida prá lá de sedentária, nosso contato carregava 116 kg, além de níveis perigosíssimos de colesterol, triglicerídeos e glicose, que já o obrigavam a considerável carga medicamentosa.

Hoje, repito, passados seis meses da incorporação do ciclismo à sua vida, Nagib é um exemplo de superação e vitória que precisa ser levado adiante. Com trinta e seis quilos a menos, pressão arterial de 13X8 e com todos os índices saudáveis obtidos em recente check-up, confessa a todos que é outro homem, saudável e com grande energia para todos os compromissos pessoais e profissionais.

Aí esta, à disposição de todos os nossos leitores e amigos, uma prática extremamente saudável, acessível a todos e com resultados prá lá de comprovados. É só começar.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Proclamação da Justiça no Brasil

segunda-feira, 18 de Novembro de 2013 | 10:49

Nossa jovem República Federativa do Brasil, completou no último dia 15 de novembro seus 124 anos, com um fato por demais significativo, o encaminhamento de um grupo de políticos condenados pela mais alta corte do Pais, o Supremo Tribunal Federal, para o xilindró, para a cadeia, local reservado a todos que cometem crimes cominados com tal pena.

Conhecendo a postura do Presidente do STF, Joaquim Barbosa, sempre cioso dos seus deveres e obrigações, deve ter se valido do significado da comemoração para efetuar, como recomenda o termo, publicamente, em alta voz e solene, a “Proclamação da Justiça no Brasil”. Reinava até então por aqui o sentimento e a percepção de que a nossa justiça tinha dois pesos e duas medidas, e que só valia para os “três pês”: pobres, putas e pretos.

Pessoalmente estou feliz, não pelo fato de a maioria dos encarcerados serem do Partido dos Trabalhadores, estou revigorado como cidadão pela perspectiva clara de que a partir destas decisões “todos” os corruptos e criminosos deste País serão submetidos aos rigores da Lei. Desejo, com o mais sincero dos meus sentimentos que os corruptos e mensaleiros do PSDB, do DEM, do PMDB, PDT, PP, PC do B, enfim, de todas as siglas existentes ou transformadas e recriadas, tenham, o mais rápido possível, o mesmo destino.

Um ex-diretor do Banco do Brasil fugiu para a Itália, mas a grande maioria dos condenados já está trancafiada, prestando conta à sociedade pelos mal feitos e danos causados ao que é de todos nós, particularmente dos mais desvalidos, tão carentes de melhores e mais eficientes serviços públicos.

Teremos um novo Brasil, a decisão tem efeito imediato em termos didáticos e de profilaxia em nosso tão deficiente e debilitado sistema político. Preocupa-me, como sempre, a desfaçatez de alguns desses personagens, desconsiderando o fato do nosso desenvolvimento social e cultural, menos estes vinte e cinco anos de democracia, para promover espetáculos com gestos e manifestações abomináveis.

Convenhamos, José Dirceu e José Genoíno, representantes maiores do que existe de mais retrógrado e reacionário na política brasileira, tentando passarem-se por revolucionários e “presos políticos”, celebrando o ato da prisão com punho cerrado e erguido. Ora, em regimes democráticos não existem presos políticos, mas apenas presos comuns. Restabelecem a máxima atribuída a Maquiavel, incorporada por Leon Trotsky e seus seguidores pelo mundo afora, de que “os fins justificam os meios”, ou de que em nome da causa e do partido tudo é possível e admissível. Não vão levar sempre tudo na mão grande e no empurrão, com o meu silêncio não contam.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Senai em Rio Grande, setenta anos de compromisso com a qualidade

terça-feira, 12 de Novembro de 2013 | 16:49

O CEP SENAI João Simplício completou, neste mês de outubro, setenta anos de atividades ininterruptas. Instalado um ano após a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Decreto Lei 4.048 de 22 de janeiro de 1942, por inspiração do Presidente Getúlio Vargas. É um dos exemplos mais duradouros e exitosos das agora denominadas parcerias público-privadas, já que foi criado por um Decreto Lei, em pleno Estado Novo, e chancelada a sua organização e direção à Confederação Nacional da Indústria.

Esta saga vem sendo levada adiante no País inteiro graças a uma política dinâmica de acompanhamento do progresso e das demandas dos diversos segmentos da indústria de pequeno, médio e grande porte.

Em solenidade marcada pela emoção, todos os Diretores que administraram o Centro de Educação Profissional, assim como técnicos e colaboradores que têm levado adiante essa missão foram homenageados e, reverenciados os que já faleceram, numa demonstração de compromisso com a história da Instituição, sem descuidar do presente e do futuro.

Por mais de sete anos tive a honra de dirigir esse Centro de Excelência e na manifestação que fiz na solenidade festiva, afirmei que muito mais do que possa ter contribuído pessoalmente na gestão exercida, saí do SENAI com outra visão de mundo, muito mais qualificada e universal, ciente de que toda e qualquer perspectiva que se possa sonhar para os nossos jovens e trabalhadores estão embasadas na educação, formal e profissional.

Ainda, defendi mais uma vez a necessidade de se criar, inicialmente, no âmbito do Município, como piloto, um “Selo de qualidade de educação, formação, qualificação e treinamento profissional” para garantir aos que buscam competitividade, a qualidade necessária para as oportunidades crescentes no Brasil. Em que pese a crise internacional que tem levado os países do primeiro mundo a absurdas taxas de desemprego, em agosto passado conseguimos reduzir para 5,2% o nosso índice. Com o aquecimento da economia, crescem de maneira incontrolável as ofertas de cursos que não levam a lugar algum, descompromissados com programa, pré-requisito, conteúdo, etc., que atuam de norte a sul, sem qualquer fiscalização.

Até nomes análogos a instituições e programas são espertamente utilizados, com o objetivo único de locupletarem-se, fraudando sonhos e expectativas. Longa vida ao nosso SENAI, que ele, representado por sua gente, leve adiante esse compromisso inarredável com a qualidade em tudo o que faz.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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