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Diário

Desafiando o destino, Guerreiro forjado na persistência

quinta-feira, 24 de Outubro de 2013 | 17:44

Semanalmente, faça chuva ou faça sol, tenho compromisso com os espaços midiáticos e, principalmente com os que me leem e escutam. Exponho em artigos e crônicas as minhas ideias, posicionamentos e sentimentos, que ultimamente, em função do momento que vivemos, têm se caracterizado por um viés político.

Nesta semana, em que pesem os milhares de motivos para continuar na mesma temática, o coração me levou para uma homenagem a um homem que orgulha a nossa gente, pelo exemplo de vida que nos proporciona.

Antes, vou contar brevemente a história de um menino, caçula de uma família classe média, composta por um casal e oito filhos, que residiam aqui em Rio Grande/RS, com todas as condições de levar uma vida modesta, mas honrada, considerando os parâmetros sociais e econômicos da década de 50.

O destino, às vezes surpreendente, de inopino, num daqueles dias para serem esquecidos, ceifou do seio dessa família o jovem e futuroso patriarca e mantenedor da família, deixando a viúva com a prole, todos menores, composta de quatro meninos e quatro meninas. A vida, como sempre, continuou, tal qual o tempo, que sempre continua.

Cinco anos depois, mais uma tragédia, faleceu a Mãe, coincidentemente, com a mesma idade que havia falecido seu marido, 44 anos. Imagine, em qualquer contexto, o desarranjo em que se viu metido esse núcleo familiar, sem pai e mãe, todos menores.

Esse menino, objeto desta homenagem, perdeu o pai aos três meses de idade e a sua querida mãezinha, da qual guarda tênue lembrança, aos cinco anos. Pessoalmente, o conheci na adolescência, quando aos domingos, pela manhã, atuávamos nas equipes infantis do Ipiranga Atlético Clube. Não fomos colegas de colégio e nunca nos visitamos, convivemos por alguns anos sem saber absolutamente nada um do outro, focados apenas nas competições em que participávamos.

Registro que só tomei conhecimento dessa saga vivenciada por essa família no dia de hoje, 23 de outubro de 2013, em contato com a Professora Maria de Lourdes Santos Cruz Abreu, irmã desse meu colega. Ela que com apenas 13 anos, assumiu a responsabilidade da casa, da orientação e educação de todos os irmãos, menores do que ela. Posteriormente, ao completar 18 anos, assumiu juridicamente como tutora.

Desse jovem que deixou a cidade com 14 anos, aprovado em seleção para o Colégio Militar, só tive noticias há poucos anos, já na posição de General do Exército Brasileiro, quando chefiava a MINUSTAH da ONU, na estabilização do Haiti. Carlos Alberto dos Santos Cruz desafiou o destino, surprendeu-o, óbvio que com a participação inestimável da sua querida irmã-mãe, Maria de Lourdes. Atualmente, o General Santos Cruz é o Comandante da Missão de Paz da ONU, na República Democrática do Congo, onde chefia mais de 20.000 homens de 14 países diferentes.

Dias atrás, o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, em homenagem realizada no Palácio Piratini, outorgou-lhe a Medalha do Ponche Verde, no Grau Grã-Cruz, reconhecendo, em nome dos gaúchos, a trajetória brilhante desse Grande Guerreiro.

Para um país que precisa de exemplos, aí está o nosso querido conterrâneo. Cada dia mais focado nas suas atribuições e missões, cada dia mais solidário e humilde, deixando por onde passa um rastro brilhante de esperança e confiança no nosso Brasil, no nosso povo.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Os “Black Blocs” e a esperteza do Governo

sexta-feira, 18 de Outubro de 2013 | 18:19

Originário na Alemanha, na década de 1970, o ativismo Black Bloc tem seguidores em diversos países. Não é uma organização única, podem, por exemplo, em uma manifestação ou protesto atuarem vários grupos com modos de ação e interesses diferentes.

O movimento Black Bloc ou Bloco Negro, numa simples tradução, tem sua ideologia baseada no questionamento à ordem vigente. Geralmente se manifestam contra o capitalismo e a globalização e têm entre seus militantes expressiva parcela de anarquistas.

A adoção de máscaras e roupas pretas tem como objetivo dificultar a identificação por parte das autoridades e também cria entre o grupo uma sensação de conjunto e união, tal qual uma torcida organizada.

Pois bem, após estes esclarecimentos sobre o modus operandi desses grupos, onde entra a tal “esperteza do governo”, levantada no título do artigo, e qual a vinculação com Brasília? Ocorre que, após os protestos e manifestações espontâneas de 17 de junho de 2013, o Governo surpreendeu-se com as pautas levantadas, considerando, particularmente, as consequências eleitorais, já que surfava em pesquisas de avaliações positivas.

O MPL – Movimento Passe Livre, organizado em diversas capitais e que foi o percussor dos movimentos, ganhou a companhia de diversas outras demandas e reivindicações, com questões muito mais contundentes como saúde, educação e, principalmente, o descontentamento geral com os gastos excessivos e incontrolados com a Copa do Mundo e com o crescimento vertiginoso da corrupção, em todos os níveis de Governo.

O “Basta de Corrupção”, com destaque aos mensaleiros do PT, e os imediatos resultados negativos das avaliações do Governo e da própria Presidente Dilma Rouseff, fizeram com que o “núcleo forte” do Governo, que inicialmente fez “ouvidos moucos” ao clamor das ruas, logo após tentasse solidalizar-se para, em seguida, apresentar propostas de soluções mirabolantes para todos os problemas. Inexitosos nessas estratégias, resolveram, na cara dura, se apropriar da iniciativa, como demonstram os discursos e propagandas políticas veiculados nos últimos dias.

O que intriga e nos faz levantar essa possibilidade de envolvimento político-partidário nessa nova onda de depredações e ataques aos patrimônios públicos e privados é o pouco interesse oficial na debelação dos mesmos, que continuam cada vez maiores e mais abusados. O crescimento desenfreado da baderna teve como consequência primeira o afastamento da cidadania, até então esperançosa de que poderiam ser escutados. O Governo e a Presidente da República, os mais atacados em junho, já começam a recuperar seus índices de aprovação sem que absolutamente nada de concreto tenha ocorrido. Que milagre terá ocorrido para a reversão do quadro de insatisfação geral, já que nem as demandas foram atendidas e as denúncias de corrupção continuam a todo vapor? – Nenhum. Isso nos leva a deduzir que o controle das ruas através dos Black Blocs alcançou os seus objetivos, que eram os de afastar, através da imposição da violência e do medo, a população dos protestos e manifestações.

Qual de nós hoje se sente seguro e confortável para, de maneira descontraída e até lúdica, fazer o seu protesto junto com a família? E quem leva vantagem com esse amordaçamento cívico e social? Encontrando resposta a esta indagação, você estará descobrindo a quem interessa esse estado de beligerância que já estamos vivendo.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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“Chavismo à Brasileira”, perigo iminente

segunda-feira, 14 de Outubro de 2013 | 18:07

O famigerado “jeitinho brasileiro” é um dos responsáveis pela nossa incapacidade de aproveitar essa sinergia entre nossos maravilhosos recursos naturais e o potencial da nossa gente e atingir o patamar de desenvolvimento econômico e social que alcance a maioria da nossa população. Reduto de insuperáveis injustiças sociais, o Brasil, em tempos do Lulopetismo, vem se especializando em criar falsos sentimentos de que tudo vai bem, também vendendo sistemas políticos e ideologias esclerosadas e com resultados pífios pelo mundo afora.

Criar dificuldades para vender facilidades, essência do engodo e da corrupção, tal qual a polêmica com players importantes com os EUA, tentam criar ambiente propício para uma guinada que pode comprometer irreparavelmente a nossa incipiente democracia. Os fatos estão aí, só não os vê os que não querem ou se locupletam com o regime, excluindo desse contexto os que realmente não têm condições de perceber, menos avaliar o quão seduzidos já estão por essa terrível serpente, inebriados que ficam por qualquer “bolsa” que lhes é alcançada.

A descarada intervenção de forças governistas na mais alta corte do País, o STF e o controle total da Câmara Federal, onde os aliados a Dilma Rouseff já somam 423 deputados, representando 82,5% dos votos da Casa Legislativa, deixam claro que vivemos momentos de grave crise institucional, tendo em vista o total desequilíbrio entre os poderes da República.

As denúncias de ação de “milícias petistas” em cartórios eleitorais do ABC paulista, que entre outros fatores inviabilizaram, de maneira torpe e casuística, a pretensão de criação da Rede de Solidariedade, partido liderado por Marina Silva, que auferiu 20 milhões de votos na eleição presidencial de 2010, e que hoje têm 26% das intenções de votos para 2014. A própria Presidente Dilma afirmou, meses atrás, que nas eleições “a gente faz o diabo”. Aí já está o trabalho de satanás. O Partido dos Trabalhadores comemorou essa derrota de Marina no TSE, debochadamente, jactando-se de “ter abatido o avião da Rede, ainda na pista”, precisa dizer mais...

Marina Silva denunciou, em alto e bom som, ser vitima do “Chavismo”, inicialmente pela tentativa de, no Congresso, meses atrás, por inspiração governista, aprovar projeto que sufocava as novas legendas, defendido por Dilma e seus seguidores, que não foi adiante. Fernando Gabeira, militante político, ex-Deputado Federal pelo PT e PV, alertou, em entrevista concedida ao Jornal O Estado de São Paulo, em 08/09/2013, os perigos desse totalitarismo estatal, que venho apontando em artigos e pela mídia em geral. Diz o jornalista Gabeira: “O Estado Brasileiro passou a ser uma extensão do PT. A política externa é a do partido e não a nacional, etc.” Faz ainda críticas às vinculações com essas republiquetas bolivarianistas, a Cuba, ao Irã de Ahmadinejad, entre outros.

O cenário é este, mas sinceramente não creio que a opinião pública nacional, os homens e mulheres que tanto lutaram pela redemocratização do Brasil vão ficar silentes diante dessas perspectivas, onde, baseados no princípio maquiavélico onde os fins justificam os meios, tentam impor-nos um regime populista, demagógico e totalitário. As manifestações de julho deram um recado a esses espertalhões, creio estar mais do que na hora de recomeçarmos.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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O inferno astral de Dilma e do PT

quarta-feira, 09 de Outubro de 2013 | 17:01

Embora gastando espantosos R$ 1,797 bilhão em publicidade só no ano de 2012, o Governo Dilma Rousseff e, por consequência, o seu Partido dos Trabalhadores vivem um verdadeiro inferno, que embora intitulado por mim de astral, nada tem a ver com o movimento do espaço sideral. É claro e inequívoco, por todas as lentes que se possa observar, que o problema é de gestão e ideológico.

Quando exponho a cifra absurda gasta com a propaganda governista, que vende a todos, em especial aos incautos, um verdadeiro mar de rosas, bem ao estilo “Joseph Goebbels”, Ministro da propaganda nazista, mas que ultimamente vem se esfarelando junto à boa parte da população, organismos, governos e a imprensa internacional, não disponho das 14 páginas utilizadas pela conceituada revista inglesa “The Economist” para desenvolver tema tão complexo e importante. Não obstante, restrito aos espaços das minhas colunas e blog, vou me limitar a pinçar cirurgicamente alguns tópicos dessa reportagem, que a meu juízo deveria ter abalado as estruturas do Palácio do Planalto, já tão comprometidas com os permanentes escândalos.

Vejam, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega que, dissimuladamente, afirma: “Crise do Grupo X afetou a reputação brasileira e a imagem do País”. Todos de acordo com a frase da maior autoridade econômica do Brasil, perfeita, mas de quem é a responsabilidade por boa parte de todas essas estripulias feitas pelo mundo afora? Ora, todos sabem que o espertalhão Eike Batista, tal qual Cavendish da Delta, só chegou à posição que chegou graças à confiança e os lobbies patrocinados irresponsavelmente por Lula e as liberações de financiamentos públicos, parcerias e concessões de alto de risco. Nessas ligações perigosas fica nítido e claro o mancomunamento dos atuais donatários da Nação e o melhor representante do tal “Paraíso Petista”, o “Playboy Tupiniquim” Eike Batista.

Na mesma esteira, com vistas às eleições de 2014, assistimos estupefatos à provocação deseducada, prepotente e absurda da Presidente Dilma, não só ao seu colega americano, Barack Obama, mas aos EUA, maior player do Brasil. Primeiro fazendo desfeita ao convite institucional do governo americano, depois utilizando um espaço nosso da ONU para proferir um esculachado discurso, digno dos seus interlocutores bolivarianistas. Todas essas ações espantam as tão necessárias parcerias para investimentos no país, tanto na infraestrutura como em outros segmentos estratégicos para a nossa economia e desenvolvimento como o petrolífero. Lamentavelmente, estamos sem gestão, à deriva, falta-nos um(a) estadista.

Finalizando, para corroborar o que exponho, relato a comparação, debochada, da Revista “The Economist”, com relação à condução do Governo Dilma nos negócios e na política externa, denominando a nossa Presidente como “Dilma Fernández”, numa alusão à Presidente da Argentina Cristina Fernández de Kirchner. Além de extremamente preocupado com os rumos do País, fico acometido de uma vergonha alheia, já que não havia experimentado tal situação.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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As câmaras de vereadores e o compromisso midiático

quarta-feira, 02 de Outubro de 2013 | 10:30

Com o advento de novos e contundentes meios de comunicação, a classe política em geral e as câmaras de vereadores, em especial, ocupam-se praticamente em se manterem em destaque nas mídias sociais. As sessões são transmitidas ao vivo por rádio, televisão e internet, e essa exposição obriga os parlamentares a falarem diariamente, tendo ou não pauta a tratar. Essa exibição, ao contrário do que possam pensar suas Excelências, tem servido mais para desgastar a imagem e os trabalhos dos legislativos do que informar ou ressaltar o mandato. Registro que as redes sociais tornaram-se também ferramentas que têm exposto ao extremo a classe política, já que a cada momento há um interesse diferente, horizontal, sem um aprofundamento das questões propostas, tornando os vereadores, em particular, objeto de ataques e críticas permanentes.

Além de uma prestação de contas aos seus eleitores, os edis diariamente brigam pela paternidade das ideias que, embora repetidas anualmente, causam um frisson diário, já que os veteranos, portando suas surradas pastas de registros, não admitem sequer a proposição de uma melhora ao já proposto. Registre-se que esses requerimentos, protocolados aos milhares anualmente, poderiam, ou melhor, deveriam ser objeto de correspondência direta aos detentores de cargos executivos, os que realmente têm a possibilidade de fazer.

Constata-se que essa prioridade em aparecer a qualquer custo demonstra uma intenção velada em permanecer na função, adotá-la como profissão, meio de vida. Essa talvez seja a maior causa dessa desconexão entre o que esperam os eleitores e o que lhe entregam os representantes. Oposição por oposição, independente dos interesses maiores da sociedade, também explicita que esse maniqueísmo tão danoso, conservando-se o sistema político vigente no País, tende a perdurar, infelizmente.

Passados alguns meses da posse dos novos vereadores, considerando o acréscimo de mais oito representantes, o que se houve pelas ruas são criticas e decepção pela performance dos representantes recentemente escolhidos. Convenhamos, é sempre assim, não nos responsabilizamos pelas nossas decisões e escolhas, menos ainda procuramos entender o funcionamento desse verdadeiro quebra-cabeças da política, onde, ao contrário do que se poderia esperar, nem sempre o bem comum é a prioridade. Um comezinho interesse contrariado ou uma derrota eleitoral torna os vencedores donos da verdade e os perdedores, arautos do quando pior, melhor. Pena, os que recebem mandato para fazer deveriam simplesmente cumprir o proposto no período eleitoral, já que obtiveram procuração para o tratado. No tocante aos que se elegeram para verear, suas responsabilidades são claras: fiscalizar os atos do Executivo, propor solução aos problemas e demandas, escutando as vozes das ruas. Sugiro que fazer, em ambas as situações, é muito mais importante do que dizer, propalar, cantilenar.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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