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As obrigações do poder público e as enchentes convergem para o descaso por uma periferia organizada

segunda-feira, 20 de Julho de 2015 | 17:38

Definitivamente não haveria enchentes se o poder público fosse responsável e fizesse as coletas de lixo nos devidos prazos. Sob essa premissa, não haveria acúmulo de entulho nas ruas das periferias. Mas, nesses locais mais empobrecidos, pelo descaso das gestões públicas, não há nem mesmo aquelas indispensáveis caçambas que deveriam estar em locais estratégicos para a comunidade colocar os rejeites de suas residências.

Contudo, as autoridades públicas desviam o olhar da incompetência de suas gestões para encontrar culpados nas trincheiras da pobreza. Deste modo, segundo o poder público, são os pobres os culpados pelas enchentes à porta de suas casas.

Quando a primeira área alagada apontou para a falta de prevenção dos administradores públicos a resposta de seus porta-vozes já estavam alinhadas em direção a periferia em uma prévia condenação pelos hábitos de seus moradores.

Entretanto lá, nas comunidades carentes não havia as caçambas, lixeiras públicas, áreas para destino dos descartes. Lá, nas áreas costeiras e ribeirinhas não há nem mesmo o olhar dos secretários de serviços urbanos.

Nesses locais a única comunicação entre os órgãos públicos e o contribuinte é a correspondência da Secretaria da Fazenda Municipal que chega a esses moradores impondo arbitrariamente as cobranças do IPTU. Sim, eles pagam pela coleta de entulhos, rejeites, lixo, ou seja, de qualquer nomenclatura que a administração pública queira dar para a imundice que obstrui os canais e às casas das máquinas que são responsável para sugar as águas e jogá-las em outro conduto para a vazão.

Os moradores de quaisquer periferias, de quaisquer municípios brasileiros deveriam ser monitorados em seus hábitos e costumes, em caso de comportamentos que fossem prejudiciais á comunidade em geral deveriam sofrer interferência da gestão pública.

Esse controle social já foi pago com nossos impostos e os cargos em comissão foram ocupados pelos partidos que compõem o governo e com excelentes salários para esse fim; cuidar da periferia.

Então, por que esses políticos insistem em culpar os pobres pelas inundações? Claro, que é por um ideal político. Eles consomem os recursos para a criação de comissões para prever enchentes, comissões pós-enchentes, comissões para angariar, de outros pobres, donativos para os flagelados e além de todo o dinheiro jogado pelo esgoto com a política, ainda fazem dessas calamidades públicas suas estratégias para irem aos microfones das rádios consolidarem seus nomes para a próxima campanha eleitoral.


Escrito por Nery Porto Fabres

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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